Fogo: Diplomata diz que projecto de fruticultura financiado pelos EUA é pequeno no investimento mas grande quanto ao impacto

São Filipe, 19 Set (Inforpress) – O Embaixador dos Estados Unidos da América (EUA), Jeff Daigle, classificou o projecto de promoção de fruticultura no município de Santa Catarina de pequeno pelo valor do investimento, mas grande quanto ao impacto que terá junto das famílias beneficiarias.

O novo Embaixador dos EUA, que escolheu a ilha do Fogo para a sua primeira visita oficial fora de Santiago, inaugurou na quarta-feira o projecto de promoção de fruticultura no município de Santa Catarina, disse que o investimento é modesto, 7000 dólares americanos, mas que o impacto do mesmo é grande, já que beneficia 86 famílias com cerca de 26 plantas por famílias.

Além do financiamento da Embaixada, no quadro dos pequenos projectos de autoajuda, este projecto contou com a parceria da câmara, delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente e das famílias beneficiarias, tendo a autarquia de Santa Catarina contribuído na produção de mais 350 plantas fruteiras adicionais.

“Com esta forte parceria, o projecto ultrapassou as expectativas, permitindo que mais famílias tenham um rendimento ligado a fruticultura”, disse Jeff Daigle, indicando que o objectivo do Fundo de Auta-ajuda da Embaixada é com as pequenas intervenções e fortes parcerias, melhorar a vida das comunidades rurais, reduzindo as vulnerabilidades sociais e económicas.

O diplomata incentivou as famílias beneficiarias do projecto, esperando que continue a cair chuvas para que 2019 seja um excelente ano agrícola.

Já o presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Alberto Nunes, considerou que o projecto de promoção de fruticultura não se circunscreve apenas ao seu município, explicando que se trata de um projecto com caracter regional e os três municípios têm estado a trabalhar em conjunto nesta perpsectiva, por entenderem que a ilha tem forte potencialidade agrícola.

“É necessário confiança e trabalho”, disse Alberto Nunes, observando que é nesta óptica que o seu município submeteu este projecto à Embaixada dos EUA que acreditou e financiou, mostrando que quando se há cooperação é possível vencer as intemperes que às vezes afectam as populações.

Inicialmente, explicou, o projecto foi pensado para beneficiar um número reduzido de famílias, 36, porque havia algum receio da não aceitação do mesmo por parte dos agricultores, mas o nível de aceitação foi elevado e ultrapassou a previsão inicial, acabado por beneficiar 86 famílias.

Segundo o autarca, neste momento há várias outras famílias em lista de espera e algumas localidades por contemplar, porque as 2.25o plantas fruteiras produzidas e distribuídas revelaram-se insuficientes e há que aumentar a quantidade para satisfazer a demanda.

Alberto Nunes acredita que daqui a quatro ou cinco anos o resultado do projecto vai ser enorme na ilha do Fogo e na economia local.

Quanto à questão de água colocada por um dos agricultores, o presidente da autarquia de Santa Catarina disse que nos últimos tempos o problema de água para agricultura tem estado a ser solucionado e que a intenção de câmara e dos parceiros é continuar a trabalhar para ter mais água, que é fundamental para o sector agrícola.

Sobre a problemática da água, o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Jaime Ledo, indicou que o Governo está a trabalhar na prospeção de água subterrânea para agricultura e que o município de Santa Catarina será contemplado com mais água.

As famílias beneficiarias do projecto agradeceram a Embaixada dos Estados Unidos da América na pessoa do seu embaixador em Cabo Verde, por ter financiado o projecto, assim como a câmara e a delegação do MAA pelos apoios dados na sua efectivação.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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