Fogo: Campanha de limpeza com pouca adesão, mas delegada de Saúde espera maior engajamento nas próximas

São Filipe, 25 Nov (Inforpress) – A campanha de limpeza promovida pelas autoridades sanitárias da ilha do Fogo contou com fraca envolvência da sociedade civil, mas a delegada de Saúde de São Filipe acredita num maior engajamento nas próximas campanhas.

“Esperávamos mais engajamento da população. Somos poucos, mas acreditamos que o pouco faz a diferença”, disse Joana Alves, indicando que a ideia é fazer uma boa limpeza nesta zona (Congresso) que é a mais crítica e que neste momento apresenta mais casos de dengue e, por isso, a mais preocupante.

A delegada de Saúde disse que é necessário continuar com actividades de género esperando que a população se engaja posteriormente nas campanhas, tendo na mesma apelado à população para fazer a limpeza nas suas casas e nas suas zonas porque o mosquito transmissor de dengue vive nas casas e é importante a limpeza e ter cuidado com os reservatórios de água.

Dada a existência de várias zonas críticas na cidade de São Filipe, a delegacia pretende realizar a campanha descentralizada o que não foi possível na campanha de hoje devido à fraca participação o que não permitiu a divisão de grupos para “atacar” várias zonas como esperava a organização.

A campanha contou com cerca de duas dezenas de pessoas, nomeadamente o pessoal de Saneamento da câmara de São Filipe e da Delegacia de Saúde de São Filipe.

“São Filipe precisa de uma megacampanha, de uma campanha profunda não só na limpeza, mas para conscientizar as pessoas a não jogarem lixo no chão, porque mesmo tendo contentores da câmara e com recolha, as pessoas continuam a jogar lixo nos pardieiros e a céu aberto”, advogou Joana Alves, apelando a população a colocar o lixo no lugar adequado, evitando ter material que acumula água e funcionar como viveiro de mosquitos.

A situação de dengue é séria e é uma luta não só da estrutura da Saúde, mas de toda a população, advertiu a delegada de Saúde, que espera a colaboração de todos nesta luta para que a situação que “já é séria não evolua para crítica”.

“A situação continua de alerta. Somos a ilha com mais casos e isso é preocupante. Temos casos internados cujo quadro clínico não é grave, mas inspiram algum cuidado”, referiu Joana Alves, indicando que até sexta-feira, 24 de Novembro, foram contabilizados 68 casos, apesar da maioria ser casos suspeitos, mas com grande probabilidade de serem de dengue e quatro pessoas continuam hospitalizadas.

JR/CP

Inforpress/Fim

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