Fogo: Câmara de Santa Catarina incentivada à prática de viticultura nas zonas altas do município

São Filipe, 19 Set (Inforpress) – O delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), Jaime Ledo, exortou ontem a câmara de Santa Catarina a incentivar e sensibilizar os agricultores a enveredar pela prática de viticultura nas zonas altas do município.

Com a transferência das competências nas áreas de agricultura e ambiente para a autarquia, no quadro do protocolo celebrado com o ministério, e que entrou em vigor a 01 de Agosto, a câmara pode incentivar a prática de viticultura nas zonas altas como Estancia Roque e localidades a montante, onde já existe “alguma experiencia bem-sucedida”, referiu o delegado do MAA, que participava na inauguração do projecto de promoção de fruticultura em Santa Catarina do Fogo.

No quadro do projecto de promoção de fruticultura seria indispensável abraçar a prática de viticultura no regime de sequeiro nas zonas altas, cujas condições climáticas e qualidade de terreno permite desenvolver esta actividade à semelhança do que aconteceu na zona de Montinho, nas proximidades do perímetro florestal de Monte Velha.

“Todas as espécies de fruteiras de clima temperado e tropical produzem na ilha do Fogo (zonas altas) ”, defendeu o delegado do MAA, para quem é fundamental incentivar os agricultores a caminhar para esta actividade que pode trazer mais rendimento.

Neste momento, na zona de Cabeça Fundão, nas proximidades de Estancia Roque, muitas pessoas estão a promover a actividade de viticultura com fixação de centenas de plantas de videiras, exemplo que pode ser alargado a toda a zona alta de Santa Catarina do Fogo.

Outro exemplo bem-sucedido de desenvolvimento de fruticultura e visitado pelo embaixador dos Estados Unidos da América é o pomar com mais de três centenas de árvores de frutos de diferentes espécies em fase de implementação na localidade de Cova Matinho/Tinteira, extremo norte do município de Santa Catarina, por um emigrante radicado nos EUA.

João Pires disse à Inforpress que o projecto já ultrapassou a dimensão familiar e que neste momento a produção, por exemplo de mangas, é “de longe superior” às necessidades familiares, e destina-se ao mercado, estando a equacionar a possibilidade de nos próximos anos colocar as frutas em outras ilhas, além do Fogo.

JR/AA

Inforpress/Fim

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