Fogo: Aprovadas 15 das 16 propostas de projectos do Programa das Pequenas Subvenções

São Filipe, 27 Out (Inforpress) – Quinze das 16 propostas de projectos de proteção do ambiente, analisadas pelo Comité Nacional de Pilotagem (CNP) do Programa das Pequenas Subvenções do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF SGP), foram aprovados no 41º encontro.

Segundo o coordenador nacional do GEF SGP, Ricardo Monteiro, a reunião do CNP terminou por volta das 22:00 de quinta-feira com aprovação de 15 propostas de projectos, sublinhando que os membros do CNP discutiram muito porque, explicou, “havia algumas dúvidas sobre alguns projectos por causas dos montantes e actividades propostas, mas aprovaram 15 projectos”, com alocação do montante disponível na ordem dos 47 mil contos.

O único projecto da ilha do Fogo, apresentado pela Associação de Desenvolvimento Comunitária de Ribeira Filipe, foi aprovado com um montante de 30 mil dólares, cerca de três mil contos cabo-verdianos, que serão disponibilizados no final de ano, pelo menos 50 por cento, para iniciar os trabalhos no arranque de 2024 no combate a erosão, através de barreiras mecânicas e biológicas nas localidades de Ribeira Filipe e Monte Preto.

Com relação ao projecto da Associação Onda Verde da localidade de Lomba, Ricardo Monteiro disse que continua em curso e deve terminar as suas actividades no final do ano e é objecto de segmento, mas as informações que existem apontam que decorre bem e a implementar aquilo que foi planeado anteriormente e por isso não há preocupação.

Segundo o mesmo, existe uma pequena preocupação relativamente a Associação Projecto Vitó em a acção relacionada com apoio a implementação da Reserva da Biosfera, não pelo atraso, mas pelo facto de algumas actividades precisam de uma concertação prévia com a tutela da autoridade ambiental, o Ministério da Agricultura e Ambiente, para alinhar as coisas e responder aquilo que a Reserva da Biosfera quer.

O coordenador nacional do GEF SGP considerou que para que tudo seja transparente o Ministério da Agricultura e Ambiente, enquanto autoridade ambiental, deve concertar com as autoridades da ilha e o concelho consultivo, que é presidido pelo município de São Filipe.

Isto porque, explicitou, se não houver um alinhamento forte, contínuo e presente o projecto da Associação Projecto Vitó pode sofrer ligeiros atrasos, pese embora isso não compromete os objectivos do projecto e nem da Reserva da Biosfera.

Ricardo Monteiro disse que é bom realizar visita do Comitê Nacional de Pilotagem para que os membros percebam o que financiaram no ano passado, lembrando que nesta visita os membros do CNP estão sendo acompanhado do representante residente do PNUD, que faz parte do CNP, para dar-lhe a conhecer os primeiros passos que o Programa das Pequenas Subvenções tem apoiado na catalisação da Reserva Mundial da Biosfera.

Igualmente a realização do CNP na ilha visa sensibilizar os membros, a comunicação social e a ilha do Fogo no geral, da necessidade de um melhor engajamento na Reserva da Biosfera, lembrando que se ganhe o selo, mas se não for executado os compromissos pode-se perder o selo e o programa não quer que a ilha do Fogo perca esta oportunidade.

Com relação a visita à Associação Projecto Vitó, a mesma visou conhecer as capacidades desta organização não-governamental em responder à conservação e tem acesso a uma pequena embarcação que pode deslocar aos Ilhéus e ao redor da ilha do Fogo onde existe uma alta intensidade de conservação das tartarugas e aves marinhas.

Acrescentou que o Programa das Pequenas Subvenções não trabalha presentemente com as aves marinhas, mas será uma oportunidade para rever o posicionamento e futuramente trabalhar com esta espécie.

JR/AA

Inforpress/Fim

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