“Estou convencido que Cabo Verde está preparado para ter uma Lei de Paridade” – líder MpD (c/áudio)

Assomada, 17  Mar (Inforpress) – O líder do Movimento para a Democracia mostrou-se hoje confiante que, pelo percurso feito até hoje, o país está preparado para ter uma Lei de Paridade e pediu a disponibilidade de todos para a sua aprovação no Parlamento.

Ulisses Correia e Silva manifestou essa convicção quando presidia ao acto central de comemoração dos 29 anos da criação do MpD que, pela primeira vez, associou a data à comemoração do “Mês de Março, Mês da Mulher”, em parceria com a Associação das Mulheres Democratas, que decorreu hoje no concelho de Santa Catarina (Assomada), e que contou com a presença de toda a “família MpD”.

Segundo o também primeiro-ministro, a aprovação da proposta de lei no Parlamento, cuja meta é a mesma ser aprovada até 2019, vai garantir o princípio de paridade nos órgãos colegiais eleitos para o sistema político cabo-verdiano.

Na ocasião, reafirmou que o Governo suportado pelo MpD colocou a igualdade e equidade de género como um “objectivo importante”, aliás, sustentou, que “mais do que discurso” tem estado a ser “consequente” quer a nível da estratégia do desenvolvimento, do orçamento do estado e de políticas.

Tudo isso, ajuntou que está “espelhado” quer no Plano de Desenvolvimento Sustentável, no Orçamento do Estado “sensível ao género”, nos sistemas de cuidados, nas políticas de formação, quer na “discriminação positiva” no acesso das mulheres chefes de família nos programas de inclusão social e quer no combate ao VBG.

No que tange à Violência Baseado no Género (VBG), assegurou que Governo vai colocar “máximo de força” para que possa vencê-la, segundo ele, não só do ponto coercivo ou judicial, mas no sentido de educação e sensibilização e de um “forte combate” para o respeito e dignidade das mulheres.

Ulisses Correia e Silva que reconheceu o trabalho levada a cabo pela Associação das Mulheres Democratas, lembrou que a questão de “paridade de género” no seio do MpD mereceu atenção desde a sua criação e que a mesma foi reforçada na XI Convenção do partido.

O líder ventoinha informou ainda que a direcção nacional do partido aprovou, este sábado, um regulamento que definiu como se deve escolher os candidatos para eleições autárquicas, que decidiu que o “respeito pelo princípio de paridade” deve ter no mínimo de 40 por cento de representação de mulheres nas listas para câmara e para a assembleia municipal.

Reconhecendo que a pobreza em Cabo Verde tem “rosto feminino”, Ulisses Coreia e Silva lembrou ainda que o Governo suportado pelo MpD está empenhado em desenvolver programas de combate à pobreza, que sejam “eficazes” em resultados, mas que respeitem alguns princípios, ou seja, o de promover a autonomia e auto-suficiência das famílias.

“Queremos de facto atingir o top 10 de país com as melhores práticas e políticas de igualdade, equidade e paridade de género”, revelou o primeiro-ministro.

Por sua vez, ao usar da palavra no referido encontro, a presidente da Associação das Mulheres Democratas de Cabo Verde, Filomena Delgado, congratulou-se com as políticas governamentais em igualdade de género e com tudo aquilo que tem sido feito para que as mulheres possam ter melhores condições de vida.

Nesse sentido, a responsável pediu ao Governo que continue a trabalhar as políticas inclusivas para que Cabo Verde possa integrar 10 países com menos desigualdade de género liderado pelos países nórdicos e por dois países africanos Ruanda e Namíbia.

Filomena Delgado que almeja que o país tenha maior paridade na representação parlamentar de mulheres aproveitou também para apelar ao voto de todos os deputados quando a proposta de Lei de Paridade chegar ao Parlamento.

Na ocasião os homens entregaram uma folha com poesias às mulheres que se encontravam em maioria na sala.


FM/ZS

Inforpress/Fim

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