Especialista diz que cabo-verdianos estão “preocupados” com a saúde mental e que muitos procuram tratamento

Cidade da Praia, 24 Nov (Inforpress) – O especialista em Psicologia Social e das Organizações Jacob Vicente disse hoje que os cabo-verdianos estão “preocupados” com a saúde mental e que muitos têm procurado tratamento, sobretudo de transtornos mentais e fim do relacionamento.

“Neste momento, toda a população cabo-verdiana está preocupada com a saúde mental, por parte do serviço público não há capacidade de resposta para a saúde mental em Cabo Verde”, disse o proprietário do Centro de Atendimento Psicológico (CAP).

A mesma fonte sublinhou que os psicólogos nas estruturas de saúde “são pouquíssimos”, referindo ainda que existem “apenas três psiquiatra a nível nacional no activo” e que o número de doentes está a aumentar, quando a OMS diz que os indicadores apontam para o agravamento desta situação nos próximos anos.

Perante estas situações recomendou que é preciso ter “luzes no fundo do túnel” para saber como a elas responder, sobretudo do aumento do consumo de álcool, que está “na base de toda a deteorização” da saúde mental, e como fazer com o estresse pós-traumático, depressão, ansiedade quase generalizada, luto patológico e influência cultural e feminicídio.

Jacob Vicente fez estas considerações  à Inforpress sobre o último dia Congresso Internacional de Saúde Mental em Cabo Verde, que decorre até hoje sob o lema “A transversalidade do impacto de saúde Mmntal”, apontando também que o estresse pós-traumático, depressão, consumo de álcool, luto patológico e feminicídio, são um conjunto de patologias que fazem o tratamento no centro.

Este congresso, que contou com a participação de especialistas nacionais, internacionais, instituições e toda a sociedade civil, é, segundo Jacob Vicente, um espaço de partilha de conhecimentos, de debates com bases em teorias mais actuais daquilo que existe no mundo e pôr em pauta um conjunto de possíveis contribuições que podem ser absorvidos pelo poder central, que pode servir para delinear as políticas públicas da saúde mental em Cabo Verde.

Acrescentou ainda que o congresso tem um propósito de incutir nas pessoas a forma de entenderem melhor sobre a perturbação mental e como enfrentá-las e resolver essas questões.

“O objectivo principal deste congresso é sairmos do campo do achismo e começamos a falar da saúde mental enquanto ciência, considerando que este congresso é muito importante”, declarou,

Por outro lado, o especialista fez um balanço “bastante positivo, gratificante e qualitativa” do primeiro dia do congresso, afirmando que as pessoas estão a corresponder àquilo que propuseram, salientando que vão sair deste congresso com um conjunto de recomendações, bagagens, novas soluções e formas de posicionar enquanto profissionais, mas também a sociedade civil pode ver que há várias soluções dentro da saúde mental.

Este congresso é organizado pelo Centro de Atendimento Psicológico (CAP).

DG/AA

Inforpress/Fim

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