Emprofac é abastecida em 75 % por fornecedores exteriores – Gil Évora

Mindelo, 12 dez (Inforpress) – O presidente do conselho da administração da Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac) disse hoje que a empresa é abastecida em 75 por cento (%) por medicamentos de fornecedores exteriores e em 25 % pelo laboratório da Inpharma.

Gil Évora falava à impressa, à margem do encontro anual da Emprofac com os responsáveis das farmácias do Barlavento, realizado em São Vicente.

Segundo o responsável, a Emprofac trabalha com 8000 tipos de medicamentos, mas a maior parte deles chega do exterior, sobretudo de Portugal, que é o principal fornecedor, e do Brasil.

Neste momento, conforme Gil Évora, a empresa continua a gerir a ruptura de stock de medicamentos, principalmente os anti-hipertensivos, com um plano de mitigação criado no segundo semestre de 2019.

A ruptura de stock que afectou Cabo Verde, explicou, deveu-se a problemas de abastecimento e de escassez da matéria-prima na Europa que fez com que as agências reguladoras impediram a exportação, o que acabou por afectar Cabo Verde.

“Uma das mediadas que tomamos no plano de mitigação foi diversificar os fornecedores e olhamos mais para o mercado brasileiro, para o senegalês, para os mercados marroquino, italiano e o belga,” revelou o administrador.

Conforme a mesma fonte, a Emprofac pediu permissão à Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) para introduzir medicamentos em línguas italiana, francesa e inglesa e fez a tradução dos respectivos folhetos informativos para abastecer o mercado e cumprir o regulamento nacional.

Em relação a falta de medicamentos, sobretudo, nos períodos em que há maior incidência da virose, Gil Évora explicou que o que acontece é que por causa das viroses o stock reservado para três meses pode durar apenas um mês porque há mais procura.

Desta forma, acrescentou, há necessidade de se fazer a reposição que “implica pedir ao Inhparma para fabricar rapidamente esses medicamentes” ou “pedir aos fornecedores do exterior” para enviar o remédio, que às vezes “dura uma semana para chegar, por causa de algum atraso nos transportes.”

O presidente do conselho da administração da Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos também respondeu sobre o encontro com os farmacêuticos do Barlavento.

Um encontro que, segundo Gil Évora, serviu para partilhar com os clientes sobre os constrangimentos com a indisponibilidade dos medicamentos, as medias adoptadas, e fazer um balanço da comunicação com os clientes.

“Quando entramos na empresa ela tinha alguns problemas de comunicação com os seus clientes e procuramos abrir um canal de diálogo com os hospitais com as farmácias e os centros de saúde e achamos que as coisas correram bem,” analisou Gil Évora.

O mesmo disse que espera que se mantém a relação da empresa com os clientes após a privatização da Emprofac, prevista para ser concluída “em Junho ou Julho de 2020.”

CD/JMV

Inforpress/Fim

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