Edil de São Filipe exorta artistas e associações a formalizarem escolas nas áreas de tradições culturais

São Filipe, 29 Mai (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Jorge Nogueira, exortou hoje os artistas e associações culturais a formalizarem escolas nas áreas das tradições culturais, sector que a ilha tem grande potencialidade.

O autarca falava na cerimónia da assinatura de um protocolo entre BA-Cultura e 13 escolas e associações da região Fogo/Brava, beneficiando 355 crianças e jovens, num valor de cerca de 3.919 contos.

Disse que é necessário pensar na introdução de uma escola para reinado, por exemplo, uma tradição genuinamente foguense e muito antigo, com grande representatividade, mas que está em fase de extinção devido ao estado avançado da maior parte dos reis.

Além do “reinado”, Jorge Nogueira desafiou os artistas e associações a criarem ou formalizarem escolas de ‘canisade’, vertente cultural com forte tradição nas festas tradicionais das bandeiras, ou de colexa, para que nos próximos anos possam beneficiar do programa Bolsa de Acesso a Cultura (BA- Cultura) e “salvando” as tradições culturais da ilha, além da música, arte e outras.

Na ocasião, o edil sanfilipense debruçou sobre o grande projecto municipal que é a reestruturação do centro cultural “Armando Montrond”, “transformando-lhe verdadeiramente num centro cultural”, onde se pode realizar espetáculos, com sala de música e as demais valências de uma infra-estrutura do género.

O presidente da câmara anunciou que o município já mandou adquirir equipamentos para um estúdio de gravação, que segundo o mesmo, é uma forma para os artistas que vão surgir tenham as condições para gravar a nível local sem custos adicionais.

Parabenizou o Governo pelo programa BA-Cultura, que considera um “passo importante” para evolução e para atingir objectivos pretendidos, sublinhando que se trata de um projecto importante não só pela aprendizagem da arte, música em quase todas as localidades, mas pelas vantagens que tem dentro da comunidade, sobretudo para famílias em situação de maior vulnerabilidade.

“O programa não só ensina a tocar, mas as crianças e jovens evoluem muito em todos os sentidos, e, socialmente, o apoio que recebem serve para uma melhor inclusão social no seu meio”, disse Jorge Nogueira, que manifestou o desejo de ver aprofundada a intervenção e alargada para outras áreas.

O autarca pediu o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, para apoiar as escolas com professores, nomeadamente de violino, para diversificar os instrumentos ministrados nas escolas.

JR/CP

Inforpress/Fim

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