DNA inicia estudos para abranger maior número de espécies e de habitats nas áreas protegidas

Cidade da Praia, 22 Mai (Inforpress) – A Direcção Nacional do Ambiente (DNA) está a identificar as lacunas existentes nas áreas protegidas para complementar e conseguir abranger o maior número de espécies e habitats possíveis para preservação, disse hoje o seu director, Alexandre Nevsky.

O responsável falava aos jornalistas à margem da aula magna promovida pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), na Cidade da Praia, no âmbito do Dia Internacional da Biodiversidade, que se celebra hoje, 22 de Maio.

Alexandre Nevsky explicou que a criação das áreas protegidas em Cabo Verde acabou por trazer uma melhoria significativa na conservação da biodiversidade no país e, por isso, agora estão a abrir um leque de investigações, na fauna terrestre a na fauna e flora marinha que possam dar instrumentos e ajudar e proteger melhor a biodiversidade.

“Estamos a aumentar a investigação científica relativamente a todas as espécies porque só conseguimos proteger convenientemente aquilo que nós conhecemos. Realmente, havia uma fragilidade enorme relativamente à nossa biodiversidade. Tínhamos um conhecimento daquilo que está na terra mais ligada à flora, mas aquilo que está ligada à fauna, principalmente marinha, conhecemos muito pouco”, clarificou realçando que Cabo Verde já tem espécies em risco e outras que desapareceram caso do Fragata.

Esta leque de investigações, conforme Alexandre Nevsky, acontece no âmbito do projecto “Integração da Biodiversidade no Turismo em Sinergias no Sistema das Áreas Protegidas de Cabo Verde” (BIO-TUR) apoiado pelo Fundo Global em 4,5 milhões de dólares e cofinanciado pelo Governo e PNUD num horizonte 2015/2021.

Conforme a mesma fonte, em Cabo Verde existem 46 áreas protegidas, das quais 26 já constam com instrumentos de gestão. Mas até 2021 perspectivam chegar a 34 áreas protegidas com instrumentos de gestão, incluindo a ilha de Santa Luzia, que é uma reserva natural, cujo instrumento de gestão está ainda em curso.

Com esse número esperam cobrir “todas as áreas importantes que merecem instrumentos de gestão”, já que “nem todas precisam de instrumentos, bastando apenas medidas adequadas de gestão”.

CD/CP

Inforpress/Fim

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