Directora pedagógica do Centro Educativo Miraflores diz-se satisfeita com os resultados dos seus ex-educandos (c/áudio)

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) –  O Centro Educativo Miraflores (CEM), desde 2005, vem formando alunos provenientes de todos os cantos da Praia e de diversos extractos sociais, com uma “educação integral” e a sua directora pedagógica diz-se satisfeita com os resultados dos seus ex-educandos.

“A nossa maior valência é educar os nossos alunos de forma integral”, assegurou à Inforpress a directora pedagógica do CEM, Angelita Monteiro, para quem o centro, além de proporcionar aos educandos “competências científicas e linguísticas”, transmite-lhes também valores do homem, “sempre baseados no centro que é o Jesus Cristo”.

Segundo aquela responsável, um dos objectivos do CEM é o de educar na óptica de ajudar as famílias no sentido de os seus “filhos serem saudáveis”.

Com uma capacidade instalada para acolher 1500 alunos, o referido complexo escolar, de acordo com a sua directora pedagógica, tem tido uma “grande procura” e lamenta o facto de não poderem responder às demandas, devido à dimensão do espaço.

“A procura é o reflexo do trabalho que vimos fazendo, ou seja, educar de forma integral”, indicou Angelita Monteiro, ressaltando que o centro tem recebido alunos provenientes desde platô (centro da cidade) passando pelos bairros como Safende, Ponta d’Água e Achada de S. Filipe, sendo que algumas dessas zonas são notoriamente pobres.

Garante que acolhem alunos de famílias com dificuldades financeiras, assim como as de rendimento médio, “representando a cidade da Praia em toda a sua dimensão e desafios”.

“Os nossos alunos têm partilhado as várias dimensões humanas e, conseguindo esta congregação de valor, vivem na união e na fraternidade”, apontou a responsável do CEM.

Instada sobre o ‘feedback’ dos resultados do Centro Educativo Miraflores, Angelita Monteiro disse que prefere não ser juíza em causa própria, mas foi avançando que, do “diálogo forte” existente entre o CEM e os ex-alunos, se nota que “têm valorizado a experiência de terem passado pela escola”.

“Alguns tiveram 12 anos de Miraflores (entre a frequência do jardim infantil, passando pelo ensino básico até ao secundário) e outros tiveram seis e sentem que este impacto foi muito bom e que valeu a pena o investimento que os pais fizeram na educação deles”, congratula-se a directora pedagógica.

Conforme revelou, neste momento há antigos alunos do Miraflores a prosseguirem os seus estudos superiores em países como os Estados Unidos de América, na República Checa, em Portugal, Brasil e Bolívia e, isto, para aquela responsável, “é uma grande conquista para os alunos e também para o centro”, porque sentem que conseguiram singrar.

Sobre o Plano Nacional de Educação, defende que isto já devia ter acontecido há muito tempo, porque permite “planificar e para melhor executar”.

“Com o plano conseguimos perceber o perfil dos jovens que queremos, por exemplo, o jovem que pretendemos daqui a 20 anos. Temos que saber que jovem o Sistema Educativo nos pode dar. Não podemos deixar isso ao acaso”, palavras de Angelita Monteiro que advoga uma planificação para que “melhores resultados se possa ter”.

Com vista a preparar o próximo debate sobre o estado da nação, no Parlamento, que acontece no dia 31 de Julho, a líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) visitou algumas escolas da capital, entres as quais a de Miraflores.

Perguntada sobre como encarou esta visita, Angelita Monteiro respondeu nesses termos:

“Estamos sempre abertos e receptivos a todas as vertentes da sociedade. Somos uma escola apolítica, sem nenhuma filiação partidária, mas gostamos também de estar na sociedade e partilhar com ela a nossa experiência. Tivemos a visita do PAICV com este objectivo, ou seja, de partilhar com eles a dinâmica da escola, assim como com outros, como os deputados do MpD (Movimento para a Democracia – poder), que já estiveram aqui. Os pais e encarregados de educação dos nossos alunos são de várias esferas da sociedade e eles também têm sido os porta-vozes do trabalho que temos feito.

O Centro Educativo Miraflores pertence às Irmãs da Congregação Escravas da Santíssima Eucaristia e da Mãe de Deus, que foi fundada em Espanha, pela Madre Trindade.

LC/ZS

Inforpress/fim

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