Directora-geral adjunta da FAO diz que comemoração do Dia Mundial da Água em Cabo Verde tem um “significado especial”

Cidade da Praia, 22 Mar (Inforpress) – A directora geral adjunta da FAO disse hoje que a escolha de Cabo Verde para a comemoração do Dia Mundial da Água tem um “significado especial”, porque no país a escassez de água é “uma constante”.

“Nos últimos três anos, temos tido secas e, consequentemente, há menos disponibilidade de água. Não obstante as secas recorrentes, 90 por cento da população tem acesso à água”, indicou Helena Semedo, acrescentando que isto é algo que o país mostrou ao mundo que “é preciso fazer desde que haja vontade política”.

A cabo-verdiana Helena Semedo fez essas considerações à imprensa à margem do I Fórum sobre a Escassez da Água na Agricultura, que decorreu na Cidade da Praia de 19 a 22 de Março.

Instada a se pronunciar sobre o que a FAO pode fazer para ajudar Cabo Verde a dispor de água para todos até ao horizonte 2030, afirmou que a organização internacional que representa tem disponibilizado “técnicas mais produtivas na utilização da água” assim como na inovação deste bem importante para a agricultura.

“Trabalhamos com Cabo Verde na melhoria das técnicas de irrigação e, infelizmente, apenas 20 por cento da agricultura nacional é irrigada”, enfatizou Helena Semedo, para quem existem espaços para melhoria e proporcionar “mais eficiência na utilização da água, aumentando ao mesmo tempo a produção a produtividade agrícola”.

Segundo ela, o lema da FAO “Não deixar ninguém para trás” significa começar pelos mais desfavorecidos, que são as populações rurais, nomeadamente as mulheres para que elas possam ter forma de utilizar menos tempo na apanha da água e possam ter mais disponibilidade para as lides domésticas estudar e fazer outras coisas.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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