Directora aponta necessidade de bons hábitos alimentares e exercícios físicos para um envelhecimento activo e saudável

Cidade da Praia, 24 Out (Inforpress) – A directora nacional de Saúde defendeu hoje que para um envelhecimento activo e saudável é preciso ter atenção, desde o pré-natal, aos hábitos alimentares e exercícios físicos e a tudo o que é construído fisicamente e psicologicamente.

Ângela Gomes fez estas considerações ao presidir à abertura do Seminário de Consultoria para a Avaliação do Plano Estratégico Nacional para Envelhecimento Activo e Saudável dos Idosos (PENEASI) 2017-2021 e elaboração do novo PENEASI 2024-2028, que decorre, nos dias 24 e 25 do corrente mês, na Cidade da Praia, com equipes intersetoriais.

Estas iniciativas incluem também o Plano Multissetorial de Prevenção e Controlo de Doenças Não Transmissíveis de Cabo Verde 2015-2020, o Plano Estratégico Nacional para a Saúde Mental 2021-2025, todas em resposta ao envelhecimento da população e ao aumento das condições crónicas, que visa melhorar a qualidade de atendimento da equipa técnica de vida da população idosa de Cabo Verde e reforçar o compromisso com o seu bem-estar.

“Para ter um envelhecimento saudável é preciso ter atenção aos nossos hábitos e práticas que tem a ver com a alimentação, exercícios físicos, ou seja, tudo que é construído fisicamente e psicologicamente, além da interacção com os outros no meio ambiente, pois, desde que nascemos estamos a envelhecer, por isso temos que adaptar hábitos mais saudáveis”, aconselhou, Ângela Gomes.

Segundo esta responsável de Saúde, Cabo Verde já tem mais de 9% da população idosa caracterizada por pessoas acima dos 60 anos, e no caminho para ser caracterizada a população envelhecida.

Apesar de o país ter uma população “muito jovem”, frisou que com a actualização demográfica e com o aumento da esperança média de vida, que é comparada com os países desenvolvidos, têm que se estar sempre preparada para dar respostas específicas à população idosa.

Neste particular, adiantou que o plano de 2023 já está a terminar a sua vigência e que estão a actualizar, olhar e avaliar todos os indicadores que foram traçadas neste plano e fazer o balanço que, considera “bastante positivo”, avançando que neste momento a reflexão se baseia a nível dos grupos de trabalhos para ver esses indicadores e a sua implementação.

Reforçou, que nesta linha houve uma formação massiva dos profissionais de saúde, técnicos do ministério da família que trabalham com os idosos, ONG, câmaras municipais, entre outras instituições que trabalham com idosos.

A nível nacional, disse que já existe o estatuto dos idosos, mas que devem ser partilhadas para todas as instituições que têm responsabilidades partilhadas e pelas famílias porque os idosos têm de ser cuidados dentro de uma sociedade.

“Por isso, o Ministério Saúde está a garantir que esta multi-sectorialidade seja reflectida nos planos de actividade que são feitas dentro das estruturas de saúde, abarcando a multi-sectorialidade de uma forma cooperativa, participativa e integrativa”, complementou.

Por seu lado, a coordenadora Nacional da Saúde dos idosos, Natalina Silva, apontou um conjunto de desafios para o desenvolvimento saudável em Cabo Verde que tem a ver com a sensibilização da sociedade civil, o Governo, as pessoas idosas, dando uma nova abordagem de pensar o envelhecimento sobretudo o foco pelas doenças.

Neste momento avançou que ainda não tem resultados da avaliação dos planos, pois estão na fase de avaliação do plano estratégico, mas conseguiram sensibilizar a camada juvenil, principalmente os jovens que estão a promover o envelhecimento através de cuidados dos idosos, referindo que esses desafios já foram conseguidos, mas que é preciso reforçar ainda mais.

Para este novo plano, cujo objectivo é continuar a focar no envelhecimento activo e saudável, preparando isso desde do pré-natal, no reforço dos cuidados com os idosos e continuar a promover e responder os desafios do país e da OMS que é promover o envelhecimento activo e saudável para os anos 2020/30.

Relativamente às comunidades, acrescentou que desenvolvem não só os trabalhos de sensibilização e informação, mas também participam nas actividades com conversas abertas com os idosos para saber as principais dificuldades e necessidades que enfrentam. Para além da avaliação multidimensional que é feita, a parte social também é incluída.

De acordo com a Natalina Silva, existe em Cabo Verde, tanto no meio rural como no urbano, a população idosa do sexo feminino representa um numero mais elevado do que os homens, segundo o censo 2021.

DG/HF

Inforpress/Fim

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