Director executivo da PRCM exorta Cabo Verde a ratificar a Convenção de Abidjan (c/áudio)

idade da Praia, 08 Jun (Inforpress) – O director executivo da Parceria Regional para a Preservação das Zonas Costeiras e Marinhas da África do Este (PRCM) exortou hoje as autoridades cabo-verdiana a ratificarem a Convenção de Abidjan, com foco na gestão durável do ambiente marinho costeiro.

Anhmed Senhoury , que falava em declarações à imprensa, no acto central das comemorações do Dia do Oceano, sob o lema “Juntos podemos proteger e renovar o nosso oceano”, organizado pela Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), na Cidade da Praia, felicitou o Governo pelo seu engajamento na luta contra a proliferação dos resíduos do plástico no país.

“O vosso país é o pioneiro neste domínio em relação aos outros países da sub-região. Há uma lei, há uma sensibilização, acções concretas, no sentido de lutar contra os resíduos de plástico, sobretudo a nível do mar”, disse.

Entretanto, considerou que esse esforço não terá resultados se não houver uma colaboração a nível regional, pois, os resíduos plásticos não conhecem fronteiras e Cabo Verde poderá vir a sofrer com os impactos do plástico vindo dos outros países.

Neste quadro, aconselhou as autoridades cabo-verdianas a ratificar a Convenção de Abidjan, já aprovada pelo parlamento, uma vez que Cabo Verde é o único país da sua região que ainda não ratificou essa convenção, estando o país exposto aos riscos de poluição de plásticos das indústrias petrolíferas e gasosas.

“Cabo Verde situa-se entre países que exploram o petróleo e gás, e há barcos que passam todos os dias nas águas de Cabo Verde, vindos da África do Sul, e se houver um acidente nas vossas zonas marítimas, o país terá que enfrentar sozinho esse flagelo se não ratificar essa convenção de Abidjan”, afirmou.

Durante as actividades para celebrar Dia do Oceano, os alunos da Escola Cesaltina Ramos entregaram à representante do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, uma carta com as suas preocupações e anseios sobre o oceano.

Para Ana Graça, neste dia, o apelo que fica é que todas as organizações devem fazer jus ao lema que é proteger e renovar os oceanos.

“É um dia para se fazer um apelo a todos os líderes e autores, que passam por uma mudança de comportamentos e de atitudes e de olhar o oceano como uma riqueza a todos os níveis, para a saúde humana, para a economia do país, mas também para a economia dos que subsistem com a pesca artesanal, que vivem nas zonas costeiras e que precisam de ver esse ecossistema protegido” salientou.

Para a mesma fonte, a riqueza que Cabo Verde, em termos dos oceanos, tem que ser protegida e acautelada e, a seu ver, esse trabalho exige uma integração e engajamento do Governo central e local, a sociedade civil, as organizações.

Por sua vez, o presidente da ADAD, Januário Nascimento, reafirmou o compromisso da associação em continuar a dar uma maior atenção à educação ambiental, ao saneamento do meio, à gestão integrada dos recursos hídricos, à sustentabilidade da energia, às alterações climáticas, ao aquecimento global, à utilização das energias renováveis visando o bem-estar das populações e à mitigação dos efeitos da seca.

AM/JMV
Inforpress/Fim

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