Desenvolvimento da aquacultura em Cabo Verde é uma prioridade – ministro (c/áudio)

Santa Maria 16 Set  (Inforpress) – O ministro da Economia Marítima, Paulo Veiga, considerou hoje, no Sal, que o desenvolvimento da aquacultura em Cabo Verde é uma prioridade que contribuirá para outras áreas da Agenda 2030.

O governante fez estas declarações no “Evento especial SIDS: Aproveitando o potencial verde e azul do SIDS para resiliência climática e construindo melhor”, no âmbito da 9ª Conferência sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento em África, que decorre na ilha do Sal desde segunda-feira, 13, devendo terminar esta sexta-feira.

Segundo Paulo Veiga, a aquacultura tem-se destacado não apenas como uma actividade competitiva e sustentável na produção de alimentos saudáveis para uma maior segurança alimentar da alimentação humana, mas também representa um sector com “imensas potencialidades” económicas, ambientais e sociais.

Considerando que a população mundial está em crescimento acelerado que, conforme analisou, resultará na necessidade de ter cada vez mais alimentos ricos em proteína animal e consequentemente no aumento da pressão de pesca sobre grande parte dos recursos marinhos, este cenário faz da aquacultura uma alternativa e resposta economicamente viável.

“Ambientalmente sustentável e socialmente justa, ao aumento da procura, desempenhando um papel cada vez mais importante na produção mundial de alimentos de origem aquática”, observou, lembrando, entretanto, que em Cabo Verde a aquacultura é um sector muito recente.

Porém, julgando-se pelas “boas condições” ambientais de clima, temperatura, qualidade da água, correntes e batimetrias favoráveis em determinadas partes da costa, bem como de infra-estruturas de acesso e escoamento de produtos, acredita que “existem condições” que permitem transformá-la num “sector chave” para a economia cabo-verdiana.

Reiterando que os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável estão definidos na Agenda para o Desenvolvimento Sustentável em 2030, constituindo “respostas objectivas e diretrizes programáticas” para fazer face às alterações climáticas previstas, Paulo Veiga destacou, a título de exemplo, que em Cabo Verde já existem experiências “bem-sucedidas” em ensaios de produção aquícola, como a fazenda de camarão no Calhau, dedicando-se à produção onshore.

Por outro lado, o titular da pasta do Mar, apontou que se encontra em fase de instalação o projecto privado de uma empresa norueguesa para o cultivo e engorda do atum rabilho (BFT-Thunnus thynnus).

Paulo Veiga concluiu, referindo, que além destes projectos, juntam-se interesses de vários outros promotores em investirem na aquacultura em Cabo Verde, pelo que o primeiro grande passo a dar é a elaboração e implementação do plano estratégico nacional de desenvolvimento da aquacultura, que deve contar, conforme disse, com medidas adequadas à atracção de investimento neste sector, um mapeamento de potenciais zonas de cultivo (onshore e offshore), entre outras.

 

SC/HF

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos