Desaparecimento de Pessoas: PJ apela à calma para se evitar “pânico na sociedade” e “desvio da atenção” das autoridades

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – A Polícia Judiciária (PJ) apelou hoje à calma da população “em determinadas situações”, sob pena de de instaurar o pânico na sociedade e “desviar a atenção” das autoridades que estão envolvidas na investigação dos crimes.

Trata-se de um apelo que surgiu após aquele polícia científica ter recebido, na quinta-feira, 30, duas denúncias de desaparecimento de pessoas.

Num dos casos, a PJ recebeu a denúncia do desaparecimento, desde o final da tarde de quarta-feira, 29, de uma menor de 14 anos, residente em Safende.

Encetadas as diligências, informou a PJ, a menina veio a ser encontrada horas depois numa praça na localidade de Calabaceira.

“Após certificar de que a mesma se encontrava bem de saúde, a PJ entregou a menor à família”, lê-se num comunicado da PJ.

Num outro caso, informou, uma mulher de 38 anos, residente em Achadinha, teria saído de casa de manhã para levar o filho ao jardim e não mais regressou à casa, até o final da tarde, altura em que o marido fez a denúncia do seu desaparecimento à PJ.

Entretanto, a polícia informou que quando se preparava para sair à procura da mulher, recebeu a informação de que a mesma havia regressado a casa.

O desaparecimento misterioso de pessoas já levou à realização de várias manifestações de rua, sobretudo na capital do país, e altas entidades têm expressado inquietude em relação a esta problemática.

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, exprimiu a sua preocupação no concernente a estes casos, tendo afirmado que a situação “exige resposta por parte das autoridades”.

O cardeal Dom Arlindo Furtado também considerou que a situação é “muito preocupante, grave e chocante” e que “há qualquer coisa que está a acontecer que não dá para entender”.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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