Deputado Emanuel Barbosa diz que considerar Amílcar Cabral uma figura do Estado é “um exagero”

Cidade da Praia, 30 Abr (Inforpress) – O deputado Emanuel Barbosa (MpD – situação) afirmou numa publicação efectuada na rede social Facebook que considerar Amílcar Cabral uma figura do Estado é “um exagero”, além de ser “uma leitura falsificada da História”.

“Na sala VIP do aeroporto internacional da Boa Vista, de nome Aristides Pereira, filho da ilha e que foi Presidente da República, encontramos quadro com a figura do omnipresente Amílcar Cabral, ao lado do qual se achavam, entre outras, a fotografia oficial do Presidente da República e quadro com a nossa Cize, Rainha da nossa morna”, iniciou a publicação Emanuel Barbosa.

Mais a diante o parlamentar escreveu que isto tem sido recorrente, “como se existe uma estratégia subjacente de instalar nas pessoas a ideia de que Amílcar Cabral foi uma figura do Estado e da República”.

“Sabemos todos que não. Pois, morreu antes da independência, isto é, depois da criação do Estado de Cabo Verde, primeiro autoritário, depois, o de agora, democrático”, acrescentou.

Emanuel Barbosa justificou que sua “reflexão” serve para, “na linha da maior parte dos cabo-verdianos, chamar a atenção, em respeito pela verdade e pela Constituição da República, que Amílcar Cabral não é – nunca o foi – uma figura do Estado, pelo que não se mostra aceitável que as suas fotos estejam afixadas em estabelecimentos do Estado”.

“Quanto muito, é um Herói Nacional, uma figura nacional, como Leitão da Graça, Mascarenhas Monteiro, entre tantos outros, que se assumiram sempre como cabo-verdianos por cujos interesses se bateram”, pontuou.

Prosseguindo, Emanuel Barbosa defendeu que considerar Amílcar Cabral uma figura do Estado é “um exagero”, além de ser “uma leitura falsificada da História”.

“Para quem insista em ver as coisas sem o rigor que reclamam, é sempre bom lembrar que as figuras do Estado estão todas plasmadas na nossa Constituição. Cabo Verde hoje dispensa tutelas mitológicas e políticas, próprias de regimes de partido único”, finalizou.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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