Cruz Vermelha Internacional analisa na Praia desenvolvimento institucional da organização e situação de emergência em Moçambique (c/áudio)

Cidade da Praia, 28 Mar (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), reuniu-se hoje, com o secretário-geral da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) tendo abordado a criação de escola nacional de socorrismo e cuidados e a informatização dos jogos sociais.

O presidente da CVCV, tenente-coronel Arlindo Carvalho, fez esta declaração à imprensa à margem do encontro que manteve com o secretário-geral da FICV, que se encontra de visita ao país para falar sobre a temática do desenvolvimento institucional da Sociedade Nacional da Cruz Vermelha de Cabo Verde e a situação de emergência em Moçambique.

“Neste encontro vamos falar também do programa e projectos do nosso mandato, em que vamos destacar a necessidade de se montar um sistema de resposta de catástrofes, através de criação de bases de logísticas, de formação de pessoas e de mobilização de recursos e equipamentos”, disse.

Conforme o presidente da CVCV, a montagem de um sistema de resposta de catástrofes no país visa fazer face às urgências nacionais e apoiar os estados vizinhos da sub-região africana.

Sobre a montagem de uma escola nacional de socorrismo e cuidados, isso porque no seu entender o país necessita de ter uma escola desta natureza, Arlindo Carvalho avançou a existência de uma parceria a nível nacional e internacional.

No referente à informatização dos jogos sociais, a principal fonte de receitas da CVCV assim como para as actividades sociais do Governo, realçou que a organização além de estar na fase de negociações com empresas que dominam o sector, já identificou algumas parcerias, pelo que era necessário falar com o “principal parceiro da CVCV”, visto que o projecto vai mobilizar avultados recursos.

O secretário-geral da FICV, El Hadji As Sy, que destacou o contributo que a CVCV já está a movimentar para Moçambique, apelou a comunidade internacional para “agir rápido”, particularmente agora em que já foram notificados cinco casos de cólera.

“Grande parte do território nacional de Moçambique ficou inundado e 800 mil pessoas estão afectadas, pelo que isto nos chama a todos a ajudar no que tange a saúde e a reconstrução das suas moradias, pelo que nos devemos engajar todos juntos para dar o contributo necessário”, disse.

Face a isso, El Hadji As Sy realçou o gesto de Cabo Verde em disponibilizar-se para enviar equipas médicas para ajudar e referiu-se ainda sobre a campanha de solidariedade que se encontra em marcha no país.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

O responsável internacional da Cruz Vermelha regozijou-se, por outro lado, com o trabalho que a CVCV vem fazendo no arquipélago e manifestou o seu sentimento de satisfação por ter constatado, quando entrou no prédio da organização, que uma boa parte está reservada para acolher crianças.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afectou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afectado, com 468 mortos e 1.522 feridos já contabilizados pelas autoridades, que dão ainda conta de mais de 127 mil pessoas a viverem em 154 centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira, a mais atingida.

PC/AA

Inforpress/Fim

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