Criação de Banco de Desenvolvimento para a CPLP poderá proporcionar um “espaço económico forte” – Vice-PM

Cidade da Praia, 28 Mai (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, defendeu hoje que a ideia de criação de um banco de desenvolvimento para a CPLP poderá proporcionar um “espaço económico forte” para a comunidade, nos mais diversos domínios.

O governante fez esta intervenção à margem da reunião da Comissão Especializada de Finanças e Orçamento (CEFO), que aconteceu na Assembleia Nacional, na Cidade da Praia.

Na ocasião, avançou que a ideia tem que ser devidamente analisada, mas o importante, segundo ele, é que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve ter instrumentos para intervir e criar um “espaço económico forte, efectivo, com empresas pujantes, competitivas” nos mais diversos domínios.

O vice-primeiro-ministro explicou que sem instrumentos para apoiar financeiramente as empresas, quer ao nível do financiamento e garantias, “seguramente” que não teriam as condições todas, por isso, sublinhou é preciso livre circulação de pessoas, bens e capitais na CPLP, mas também de instrumentos de apoio a actividade empresarial.

“Só assim podemos criar uma comunidade que será útil a todo o espaço da própria CPLP!”, defendeu, referindo que se irá trabalhar no sentido de avançar do ponto de vista do conceito e depois preparar uma ideia de projecto para ser discutido, avaliado e decido em sede própria.

Olavo Correia esclareceu que a formação deste banco para a CPLP acontecerá como todos os bancos de desenvolvimento, ou seja, inicialmente tem que ter um capital próprio dos Estados, para ser um banco com capital soberano, e depois irá ao mercado de capitais, buscar financiamento, sobretudo ao custo muito mais baixo, para depois financiar as empresas nos respectivos países, que pode funcionar em parceria ou a nível individual.

HR/CP

Inforpress/Fim

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