CPLP: Reunião ministerial sobre igualdade de género declara tolerância zero ao feminicídio

Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – A declaração de uma luta activa em todos os Estados-membros para a eliminação da violência contra as mulheres e tolerância zero ao feminicídio são as principais recomendações da VI Reunião dos Ministros e Responsáveis pela Igualdade de Género da CPLP.

O encontro, realizado hoje na Cidade da Praia, tendo como tema “Violência com base no género (VBG) e feminicídio” produziu uma declaração da Praia onde constam essas e outras recomendações.

Segundo a ministra cabo-verdiana da Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, que enquanto responsável pela pasta da igualdade de género, assume a presidência ‘pro tempore’ dos ministros da CPLP nesta matéria, a reunião foi um momento de partilha de experiências nessa área da luta contra VBG e feminicídio.

“Uma questão de grande relevância foi o facto de este espaço permitir o diálogo entre os países e que começa a haver mais interesse em aprofundar mais as informações sobre uma ou outra experiência”, disse apontando para o realce dado à necessidade de promover uma mudança civilizacional, ou seja, de se adoptar novas formas de estar e de pensar e de se relacionar, algo que deve acontecer desde a pequena infância.

Durante o encontro recomendou-se igualmente a criação de um canal comum de comunicação em matéria de igualdade de género.

Segundo a directora-geral da CPLP, Georgina de Mello, durante a reunião, que contou com representantes de todos os Estados-membros, foi reconhecida a necessidade de ser ter esse canal comum, um sítio onde as experiências, as documentações de cada um dos países, possam ser acedidos e partilhados entre si e também com o grande público.

A ideia, segundo explicou é criar uma página sobre a temática igualdade e género, dentro do portal da CPLP.

A proposta, indicou, é que a mesma tenha dois vertentes, ou seja, um canal de comunicação exclusivo para entidades autorizadas dos Estados-membros, com acesso restrito e um espaço de acesso aberto em que a informação de interesse geral para sociedade pode ser disponibilizada a qualquer cidadão de qualquer parte do mundo.

“A ideia nasceu hoje, já fizemos isso para outras áreas, portanto não será difícil, o investimento não será importante e seria uma coisa imediata, aparentemente simples, mas que permitirá um mar de informações, de trocas de experiência e partilha de boa práticas, e muito útil para intervenção concreta nas comunidades”, acrescentou.

A próxima reunião dos Ministros e Responsáveis pela Igualdade de Género da CPLP vai ter em Angola, em 2021.

MJB/CP
Inforpress/fim

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