Covid-19: SITTHUR quer ver submetidos testes de despiste do vírus aos trabalhadores do hotel Karamboa com “máxima urgência”

Cidade da Praia, 02 Abr (Inforpress) – O Sindicato de Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR) pede ao Governo que inicie, com máxima urgência, os testes de despiste da Covid-19 aos trabalhadores do hotel Karamboa.

Numa carta direccionada ao ministro da Saúde Arlindo do Rosário, o sindicato explica que o pedido surge em representação dos trabalhadores que se encontram a cumprir um período de quarentena no hotel Karamboa, na Boa Vista, desde o passado dia 19 do corrente.

Segundo aponta, em função dos resultados dos testes que forem realizados e, tendo em conta os procedimentos clinicamente recomendados, sejam separados aqueles que, eventualmente, se encontrem com sintomas, daqueles que não apresentam quaisquer sintomas suspeitos.

“Aqueles que, em função dos testes que forem realizados, não apresentarem quaisquer sintomas poderiam ser deslocalizados para outros espaços, que não o hotel, onde poderiam permanecer aqueles que, eventualmente, revelarem algum sintoma suspeito”, diz o documento.

De acordo com a mesma fonte, como até este momento e após mais de dez dias de quarentena não foram submetidos a qualquer teste de despiste do vírus, “poderá ser contraproducente”, continuarem no mesmo, pessoas cujo estado clínico é absolutamente desconhecido.

“Pois, corre-se o risco de, em descobrindo mais algum caso positivo, para além do risco de contágio, o que esperam não venha a acontecer, prolongar-se-ia, sucessivamente, o período de quarentena”, pode-se ler na carta.

Conforme o SITTHUR, esses trabalhadores queixam-se, por outro lado, da falta de comunicação por parte dos responsáveis do Ministério da Saúde, e alegam que tomam conhecimento das situações, mesmo do colega da manutenção, cujo resultado do teste deu positivo, através das redes sociais, o que teve um impacto muito negativo no seu estado de espírito.

“Conforme o ministro da Saúde, certamente compreenderá, esses trabalhadores encontram-se neste momento numa situação e a dar sinais de alguma fadiga e o seu estado psicológico começa a recomendar cuidados”, salienta.

Assim, solicita ao Governo que sejam adoptadas “medidas urgentes” e clinicamente recomendáveis, para a situação desses trabalhadores.

HR/ZS

Inforpress/Fim

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