Covid-19: SIPROFIS defende aplicação de “medidas eficazes” para minimizar o efeito do encerramento das aulas

Cidade da Praia,14 Abr. (Inforpress) – O Sindicato dos Professores da ilha de Santiago (SIPROFIS) defendeu hoje a necessidade de aplicação de “medidas eficazes” para minimizar o efeito do encerramento das aulas na prestação do serviço de educação.

Entre essas medidas, SIPROFIS sugere a criação de programas de educação à distância, aulas virtuais/online, TV, rádio e outras iniciativas semelhantes.

Em carta dirigida a ministra da Educação e a que a Inforpress teve acesso, o SIPROFIS alerta “que as TIC e tecnologias digitais podem ser uma solução temporária para a crise actual”, ainda que não estejam isentas de riscos, já que muitos dos computadores domésticos podem não ter níveis de protecção adequados.

Na missiva, o Sindicato dos Professores da ilha de Santiago aconselha o Governo a tomar todas as medidas necessárias para proteger as informações e dados pessoais dos estudantes e educadores para prevenir ou minimizar os riscos associados à tecnologia, incluindo o cyberbullying.

Considera que a tecnologia pode ser uma ferramenta importante para facilitar o ensino à distância a curto prazo, mas esclarece ser “essencial compreender que é uma solução temporária que nunca poderá substituir o ensino e a aprendizagem em sala de aula e a “inestimável interacção” presencial entre o professor e os alunos”.

O Siprofis reconhece que os “alunos mais vulneráveis são desproporcionalmente afectados pelo encerramento das escolas”,uma que “dependem das refeições fornecidas na escola”, alertando que estes podem não ter acesso aos computadores, à internet e a outras ferramentas on-line que lhes permitiria participar no ensino à distância.
O sindicato recomenda o Ministério da Educação a repensar o financiamento da educação, mediante o aumento do Orçamento de Estado para o sector, através de um orçamento rectificativo, para servir a todas e todos nesta época.

O SIPROFIS mostrou a sua disponibilidade em trabalhar e colaborar para que a educação não pare em Cabo Verde e que os direitos adquiridos continuem salvaguardados.

No documento enviado à tutela da Educação, o SIPROFIS diz nortear nos “princípios orientadores relativos à pandemia de covid-19” da Internacional de Educação, destacando que a I exige que os governos garantam o desenvolvimento profissional, a aprendizagem e apoio a todos os docentes que não tenham capacidade de prestar ensino à distância e/ou utilizar ferramentas virtuais, de meios de comunicação social e demais ferramentas digitais para apoiar os estudos dos seus alunos durante o encerramento das escolas.

Os governos de todo o mundo, cita o documento, precisam desenvolver respostas rápidas, coerentes e proporcionais à pandemia para poderem controlar a situação e minimizar o seu impacto na saúde e a subsistência das sociedades, bem como no direito a uma educação de qualidade das crianças, jovens e adultos

O SIPROFIS é membro do conselho directivo da IE.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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