Covid-19: SINTSEL denuncia condições de trabalho dos agentes de segurança pública e privada

Cidade da Praia, 03 Abr (Inforpress) – O presidente do SINTSEL denunciou hoje as “péssimas” condições de trabalho e ausência de condições preventivas que os agentes de segurança pública e privada são obrigados a enfrentar nos postos de trabalho devido à covid-19.

Manuel Barros, que falava enquanto presidente do Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio, Pesca e Afins (SINTSEL), afirmou, em declarações à imprensa, que a intenção é dar a conhecer às autoridades competentes a situação por que passam os vigilantes nos seus postos de trabalho.

“O Governo tem feito muita propaganda sobre como trabalhar, neste momento, e que medidas de prevenção tomar, mas os vigilantes que trabalham no sector privado e público estão a exercer com total ausência de condições de prevenção contra a covid-19, no que tange às medidas de segurança anunciadas pelas autoridades de saúde”, disse.

Segundo o presidente do SINTSEL os vigilantes estão a trabalhar correndo risco, visto que no local onde trabalham não existe qualquer tipo de condições de protecção como gel álcool, máscaras, sabão e outros, assim como falta de casas-de-banho para lavarem as mãos.

Para além destes, Manuel Barros apontou ainda como dificuldade de trabalho, a falta de transporte para que os vigilantes possam deslocar-se ao seu posto de trabalho na Praia, assim como no interior de Santiago.

“Diante da indiferença das entidades patronais queremos denunciar esta situação, porque no seio desta classe trabalhadora, está a surgir muita preocupação e medo, o que pode levar a uma situação de intolerância”, acrescentou.

Manuel Barros aproveitou ainda para apelar ao Governo uma maior fiscalização junto dos postos de trabalho com polícias, assim como está sendo feito nas estradas, para que os patrões possam cumprir as suas obrigações.

Apelou também ao Governo a fazer cumprir o acordo de reajustamento salarial concertado, entre as partes, para que os Agentes de Segurança Pública e Privada possam trabalhar com o mínimo de condições.

No país existem cerca de cinco mil vigilantes de Segurança Pública e Privada, mas no SINTSEL, filiado na UNTC-CS, estão inscritos cerca de 500 vigilantes.

PC/DR

Inforpress/Fim

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