Covid-19/1º de Maio: CCSL pede aos trabalhadores para terem atitudes proactivas e resilientes

Cidade da Praia, 01 Mai (Inforpress)- A Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL) apelou hoje aos trabalhadores de Santo Antão a Brava a terem atitudes proactivas e resilientes perante o novo coronavírus que tem prejudicado funcionários cabo-verdianos e a nível internacional.

Para José Manuel Vaz, presidente da CCSL, que falava durante uma conferência de imprensa no âmbito do 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, assegurou que a CCSL e os sindicatos filiados vão continuar a lutar pelos direitos dos trabalhadores, como têm feito ao longos dos anos.

Para o sindicalista, neste momento, o foco principal da CCSL e dos seus sindicatos, é lutar contra a covid-19 que tem afectado e prejudicado trabalhadores nacionais e do mundo inteiro.

Segundo avançou, este ano as comemorações do 1º de Maio acontecem num clima peculiar diferente dos anos anteriores, sendo que a CCSL e os sindicatos vivem momento de grandes aflições e de incertezas com a pandemia da covid-19, que obrigou o País a viver e conviver no estado de emergência e restrições de alguns direitos fundamentais dos trabalhadores.

No seu entender, trata-se de uma situação vivida pela primeira vez na história laboral de Cabo Verde.

Revelou que, neste momento, e de acordo com os dados do Ministério da Justiça e Trabalho, 13 mil 332 trabalhadores viram os seus contractos de trabalho suspensos e mais de 30 mil por conta própria estão a receber um subsídio do Regime das Micro e Pequenas Empresas (REMPE).

José Manuel Vaz disse que apesar da situação difícil pela qual passam os trabalhadores, alguns dos direitos laborais estão a ser respeitados, observados e salvaguardados graças às intervenções das autoridades públicas, privadas, religiosas, civis, políticas e o apoio e solidariedade internacional, permitindo assim a manutenção de emprego, garantir o rendimento dos trabalhadores e salvaguardar a continuidade das empresas.

Por outro lado, afirmou que a CSSL está preocupada, também, com o futuro, ou seja, pós covid-19, sendo que a estimativa indica que a taxa de desemprego poderá atingir o valor mais alta dos últimos 20 anos.

“A tendência é tentar lesar alguns direitos dos trabalhadores, e nos sindicatos vamos estar atentos para que isso não aconteça, mas os cabo-verdianos terão também de estar atentos para caso aconteça alguma situação de injustiça após o período da covid-19”, referiu.

Assegurou que com o novo Orçamento de Estado, vão fazer com que o Governo retome as negociações anteriores que ficaram pendentes perante a situação do novo coronavírus, sobretudo as questões relacionadas com trabalhadores da administração pública e empresas privadas.

O presidente confirmou que, este ano a CCSL e os sindicatos filiados não elaboraram nenhum programa comemorativo ao Dia Internacional do Trabalhador devido a situação que o país vive e muito menos tomaram algumas posições que possa pôr em causa o cumprimento ou comprometer a luta e combate contra a covid-19.

Para finalizar, apelou a todos os trabalhadores e sindicatos filiados a continuarem a respeitar e acatar com todas as indicações e orientações relativas ao combate da covid-19, ciente de que o pós-estado de emergência será necessário adoptar atitudes e hábitos diferentes para evitar a propagação da doença em Cabo Verde.

AV/DR

Inforpress/Fim

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