Covid-19/Santo Antão: Quinhentos criadores de gado no Porto Novo ficaram sem rendimentos com estado de emergência

Porto Novo, 10 Abr (Inforpress) – Quinhentos criadores de gado no Porto Novo, em Santo Antão, ficaram sem quaisquer rendimentos na sequência das medidas restritivas impostas pelo estado de emergência, que vigora desde o dia 29 no País, devido à pandemia do novo coronavírus.

Um levantamento feito pela Câmara Municipal do Porto Novo demonstra que os criadores de gado neste concelho, em número de 500, estão entre as camadas do sector informal que ficaram sem rendimentos com o estado de emergência, já que não conseguem fazer o escoamento da produção do queijo.

A Associação dos Criadores de Gado do Porto Novo insiste, por isso, na necessidade de o Governo auxiliar os criadores de gado neste concelho, que está, nesta altura, a enfrentar “uma situação muito difícil”.

“Já não conseguimos vender um queijo sequer. Produzimos mas depois tudo fica perdido, porque não conseguimos vender nada”, disse à Inforpress o presidente da Associação dos Criadores de Gado do Porto Novo, Romeu Rodrigues, que exortou o Governo a apoiar esta classe, que está, nesta altura, sem qualquer rendimento.

Associação Luz Verde do Norte já tinha alertado, também, para a “situação muito difícil” por que passam os criadores de gado nas zonas altas do município do Porto Novo, que não conseguem vender o queijo, e, por isso, terão “dificuldades” para salvar os seus animais e sustentar as respectivas famílias.

Entretanto, o Governo e a Câmara Municipal do Porto Novo prometem auxiliar os criadores de gado deste município.

O presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, reconhece que há “um universo bastante alargado de pessoas”, entre criadores de gado e vendedores ambulantes, que ficou sem quaisquer rendimentos neste momento, estando a sua edilidade e o Governo “a trabalhar” para acudir essas famílias.

No âmbito da medida “rendimento solidário”, anunciada pelo Executivo para mitigar os efeitos do covid-19, Porto Novo foi contemplado com uma quota de 280 beneficiários, segundo o edil, informando ainda que mais de uma centena de pessoas deve, também, receber o rendimento social de inclusão.

JM/AA

Inforpress/Fim

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