Covid-19/Santo Antão: Amupal pede prioridade para zonas afectadas pela seca no âmbito das acções de solidariedade

Porto Novo, 05 Mai (Inforpress) –  A Associação das Mulheres do Planalto Leste (Amupal), Santo Antão, defendeu hoje a necessidade de priorizar as comunidades mais afectadas pela seca, no quadro das acções de solidariedade para mitigar os efeitos de covid-19 na ilha.

A presidente da Amupal, Josefa Sousa, destacou o caso do Planalto Leste de Santo Antão, zona “muito fustigada” pela seca, onde as famílias dependem da pecuária e da agricultura de sequeiro, actividades, nesta altura, muito atingidas pela seca, informou.

Consciente dessa realidade, a Amupal submeteu um projecto para financiamento no âmbito da “Aliança para o Direito Humano à Alimentação Adequada e Iniciativas de Empoderamento de Jovens e Mulheres Rurais”, executada Associação dos Amigos da Natureza (AAN) e o Centro de Estudos Rurais e Agricultura Internacional (CERAI), mas não foi aprovado, lamentou a responsável.

Josefa Sousa entende que Planalto Leste, por ser uma zona “muito afectada” pela seca, que está a ter reflexos na vida das populações, cujo sustento depende da pecuária e agricultura de sequeiro, deveria ser contemplada com o projecto que visava, sobretudo, socorrer muitas famílias através da ajuda alimentar.

A Amupal tem estado a manifestar a sua  preocupação com relação à situação das mulheres no Planalto Leste, que passam, nesta altura, por “muitas dificuldades” decorrentes da seca e da pandemia de covid-19.

“Antes já era muito difícil apenas com a seca, imagine-se agora com a seca e esta doença”, sublinhou a presidente da Amupal, que, recentemente, exortou os municípios de Santo Antão a socorrerem as famílias vulneráveis nesse planalto, muitas das quais chefiadas por mulheres.

JM/AA

Inforpress/Fim

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