Covid-19/Santiago: Ministro da Administração Interna adverte que criação do cordão sanitário implica um conjunto de consequências operacionais e sociais

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) – O ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, advertiu hoje que a criação do cordão sanitário na Ilha de Santiago implica um conjunto de consequências operacionais e sociais e que vai “muito mais longe” que o estado de emergência.

Paulo Rocha, que falava através de videoconferência, desde Boa Vista, na habitual conferência de imprensa para fazer o ponto de situação da Covid-19 no País, esclareceu que um cordão sanitário implica impedir a liberdade de circulação.

O ministro acrescentou ainda que essa medida afecta as populações de outras localidades, “que se abastecem na Cidade da Praia”, o que, segundo ele, provoca consequências sociais.

“Um cerco sanitário obriga uma série de consequências do ponto de vista operacional e social” sublinhou Paulo Rocha, defendendo que é preciso reflectir sobre todas as consequências de uma decisão de tal envergadura.
No entanto, avançou que a estratégia para evitar a propagação do vírus na Ilha de Santiago é o cumprimento do estado de emergência, o confinamento domiciliar e o distanciamento social.
“O melhor remédio é as pessoas deixarem de circular e ficarem recatadas”, aconselhou

Cabo Verde passa conta com 88 casos de covid-19, sendo 52 na ilha da Boa Vista, 33 no município da Praia (dois dos quais vindos da Boa Vista), um no concelho do Tarrafal, um no concelho de São Domingos e um na ilha de São Vicente.

Dos casos confirmados, registou-se um óbito, um cidadão inglês de 62 anos, que se encontrava de férias na ilha da Boa Vista, e um doente recuperado.

Desde o dia 18 de Abril que está em vigor um segundo período de estado de emergência em Cabo Verde, decretado pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, sendo que para as ilhas da Boa Vista, Santiago e São Vicente, todas com casos de covid-19, vai até às 24:00 do 02 de Maio.

Nas restantes ilhas habitadas, sem casos diagnosticados, o estado de emergência vigora até às 24:00 de 26 de Abril.

OM/JMV

Inforpress/fim

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