Covid-19: Presidente da República diz que é fundamental evitar erros e unir esforços na luta

Cidade da Praia, 16 Abr (Inforpress) – O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca considerou hoje que é fundamental evitar erros e unir os esforços para que Cabo Verde possa ser eficiente e vencer a luta contra a pandemia do novo coronavírus.

Jorge Carlos Fonseca falava aos jornalistas, na cidade da Praia, após a sua declaração sobre a prorrogação do estado de emergência no País, com diferenciação de ilhas – as com casos distintos e as sem casos – depois de o País ter já cumprido os primeiros 20 dias desta medida constitucional, devido à pandemia da covid-19.

Instado a comentar as declarações do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que esta quarta-feira, numa declaração ao País, após a confirmação de mais 45 casos positivos na Boa Vista, assumiu ter havido falhas na condução do processo das pessoas que estavam em quarentena no hotel Karamboa, disse que os erros “devem servir sempre de lição” em situações complexas.

“O próprio Governo na voz do primeiro-ministro reconhece ter havido erros e falhas, eu preferia neste momento dizer que em todas as circunstâncias, devemos aprender com os erros muito mais em situações muito complexa e complicadas em que estão em causa a saúde das comunidades e a vida das pessoas”, afirmou.

O chefe de Estado defendeu, neste sentido, a necessidade de, a partir de agora, “se aprimorar os métodos de actuação, reforçar a determinação e agir com firmeza no quadro da constituição”, para que de uma forma pedagógica todos os cabo-verdianos cumpram com rigor as directivas das autoridades, a doença não se propagar e evitar “o máximo possível mais falha e erros”.

Para Jorge Carlos Fonseca, nas circunstâncias de detecção de erros “há sempre tempo para apuramento das responsabilidades e assunção das consequências dos erros,” tendo frisado, no entanto, que o País não tem tempo a perder nesta situação e que é preciso acção.

“Neste momento é fundamental evitar erros e unir os nossos esforços, sermos lúcidos e inteligentes para que possamos ser eficientes nesta luta tremenda contra a covid-19”, declarou, apelando para uma atenção especial às classes mais vulneráveis neste contexto da covid-19.

Reconheceu, por outro lado, “o grande esforço” dos cabo-verdianos na luta contra a covid-19, em particular as autoridades e forças de seguranças, militares e profissionais da saúde, entre outros, que estão a trabalhar “em condições difíceis na salvação e protecção” de vidas.

Questionado sobre a solicitação da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), que numa nota ao Governo pediu a libertação antecipada e indulto presidencial para presos por ter sido constatado problemas de “sobrelotação preocupantes” nas cadeias, nas circunstâncias actuais da covid-19, o Presidente da Republica considerou que as medidas que poderão vir a ser adoptadas têm que levar em conta as condições da realidade cabo-verdiana.

O Presidente da República prorrogou hoje o estado de emergência nacional com diferenciação de ilhas – as com casos distintos e as sem casos – depois de o País ter já cumprido os primeiros 20 dias desta medida constitucional devido à pandemia de covid-19.

Nas ilhas da Boa Vista, Santiago e São Vicente, o estado de emergência vigorará das 00:00 do dia 18 de Abril até às 24:00 de 02 de Maio, ao passo que nas ilhas de Santo Antão, São Nicolau, Sal, Maio, Fogo e Brava a duração será de apenas nove dias, até às 24:00 de 26 de Abril.

Cabo Verde conta 55 casos positivos da covid-19, sendo 51 na ilha da Boa Vista, três na cidade da Praia e um na ilha de São Vicente.

Dos casos confirmados, registou-se um óbito, um cidadão inglês de 62 anos que se encontrava de férias na ilha, e um doente recuperado.

Segundo um balanço da agência AFP, do dia 15, baseado em dados oficiais dos países, a pandemia do novo coronavírus já matou 131.639 pessoas e infectou mais de dois milhões em todo o mundo desde Dezembro.

Os dados recolhidos até às 19:00 GMT (18:00 de Cabo Verde) pela agência noticiosa francesa, 2.033.620 de casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 193 países e territórios desde o início da epidemia, em Dezembro passado, na China.

 

CM/AA

Inforpress/Fim

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