Covid-19: Praia Maria quase deserta mas com gente nas ruas e em agrupamentos

Cidade da Praia, 04 Abr. (Inforpress) – A capital parece por estes dias deserta, face ao Estado de Emergência que decreta que em todo o arquipélago as pessoas fiquem confinadas em casa, mas é notória a acumulação de grupinhos um pouco por toda a cidade.

A medida decretada pelo Presidente da República, como sendo determinante na prevenção desta luta contra a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), fez com que a Inforpress constatasse, na sua ronda deste sábado, que apesar de tudo parado, e um silêncio profundo, ainda regista-se movimentações de transeuntes, cada um com justificação à sua maneira.

No Platô, a agência noticiosa deparou com um triste cenário junto dos lavadores de carros que lamentam a situação, alegando que esta quarentena está a ser “terrível demais”, já que deixaram de laborar por falta de viaturas neste centro histórico e que, por conseguinte, já estão com os “bolsos vazios”.

É o caso do jovem Lito Tavares, residente na localidade de Achadinha Pires que, com os baldes vazios de entre os materiais de labor e mãos no queixo, manifestou a sua preocupação por “tamanha crise, nunca dantes vista em 12 anos desta actividade”.

Instalado nas imediações da rua do Hospital Dr Agostinho Neto, que se encontra fechada ao trânsito, Lito Tavres reconhece que está a infligir a quarentena, mas disse que não pode ficar em casa “de mãos atadas, sem sustento para a família”, dado ao seu estatuto de patriarca.

Já com família constituída, Tavares explicou que assim como as outras actividades, esta pandemia está a “dizimar” a dos lavadores de carro, uma profissão informal, por toda a cidade, pelo que, sublinhou, reclamam junto das autoridades camarárias e nacionais por incentivos como cestas básicas, para “sobreviverem” neste período.

No fundo esta opinião é corroborada pelos diverso trabalhadores, sobretudo informais de diversos sectores que se revêm nas medidas adoptadas no Estado de Emergência, mas que dizem procurar alternativas para suprimirem as necessidades consideradas básicas.

Mas o certo é que nem todos conseguem ter explicação no “mínimo convincente”, já que nos bairros como Fazenda, Paiol, Achada Mato, Achada Grande, Lém Ferreira, Eugénio Lima e Achada de Santo António depara-se com pequenas aglomerações de pessoas em “paródia” aproveitando o calor que se fazia sentir, ignorando as orientações das autoridades.

Também nas imediações do Porto da Praia e perante a passividade das autoridades policiais notou-se a vinda de grupos de jovens e crianças que foram banhar na zona balnear do “Batuco”, ignorando todas as medidas de prevenção a esta pandemia, sendo que nas estradas alguns turistas e nacionais faziam os habituais “footing”  na estrada que liga o Porto da Praia à Prainha.

Em Achada Mato alguns moradores deram conta à Inforpress de um baile do outro lado da localidade, num terraço, mas que os prevaricadores puseram-se em fuga e desarmaram a tocatina num terraço perante a denúncia dos moradores, mais consciente, à Polícia Nacional.

Com mesmo poucas viaturas a circular, há a registar as movimentações da Polícia Nacional, nas viaturas e apeados e, das Forças Armadas, sensibilizando as populações para se confinarem nas suas residências, enquanto o Governo pede o reforço da prevenção.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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