Covid-19/Porto Novo: “A nossa grande missão é estabilizar o município em segurança alimentar” – Aníbal Fonseca

Porto Novo, 10 Abr (Inforpress) – A estabilização do município do Porto Novo, em Santo Antão, a nível de segurança alimentar, constitui a “grande missão” da câmara municipal, desafio que está a ser conseguido, segundo o presidente da autarquia, Aníbal Fonseca.

“No sector social, a estabilização do município em segurança alimentar foi a tarefa que identificamos como a principal missão e estamos a conseguir”, sublinhou o  presidente da câmara do Porto Novo, assegurando que o interior do concelho está “razoavelmente” coberto.

Aníbal Fonseca disse à Inforpress que, até agora, foram contempladas 1.300 famílias com cestas básicas em todas as localidades deste concelho, sendo que a previsão é abranger, pelo menos, 1.500 agregados familiares em situação de vulnerabilidade.

Todas as zonas rurais estão contempladas e, a partir de agora, as atenções vão estar centradas na cidade do Porto Novo, onde “há mais desequilíbrios sociais”, explicou o autarca, que avançou que já na quinta-feira, 09, foram distribuídas cestas básicas a cerca de 300 famílias nos diferentes bairros desta cidade.

Segundo Aníbal Fonseca, a câmara e os seus parceiros têm feito a distribuição das cestas básicas “com toda a transparência” e com “vontade de chegar ao maior número possível de famílias”, explicando que esse tipo de apoio é concedido com base em critérios estabelecidas pelo Governo para esta medida de segurança alimentar.

Ou seja, priorizar as famílias carenciadas que têm crianças no sistema de ensino até aos 12 anos de idade, as quais foram seleccionadas obedecendo os critérios definidos no âmbito do Cadastro Social Único, avançou.

Contudo, conforme o presidente da Câmara  Municipal do Porto Novo, em todas as localidades do interior do município têm sido abrangidas as famílias vulneráveis com crianças no sistema do ensino até aos 18 anos de idade.

“Além disso, temos pedido aos delegados municipais e a Caritas que nos indiquem outras famílias carenciadas para que possam ser, também, abrangidas”, notou o autarca, informando que o cabaz integra produtos essenciais adquiridos com recursos disponibilizados pelo Ministério da Família e Inclusão Social e mobilizados no âmbito da plataforma solidária.

No Porto Novo, o sector informal é “bastante alargado” e isso representa, segundo o presidente da câmara, “um grande problema”, já que são “centenas” de pessoas que perderam rendimentos com as medidas restritivas adoptadas no âmbito do estado de emergência.

Entre criadores de gado, vendedores ambulantes, lavadores de carros e bagageiros são mais de 600 pessoas afectadas, adiantou Aníbal Fonseca, informando que foi atingido ainda “um bom número de pessoas” que se dedica ao comércio informal e à construção civil.

“Há um universo bastante alargado de pessoas que perderam rendimentos, mas estamos a trabalhar para chegar a todas essas famílias”, disse o autarca, para quem essa situação demonstra a necessidade de as pessoas estarem inscritas na Previdência Social.

A nível do rendimento solidário, o Governo atribuiu ao concelho do Porto Novo uma quota de 280 beneficiários, enquanto em relação ao rendimento social de inclusão a quota ultrapassa uma centena de pessoas.

JM/AA

Inforpress/Fim

 

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