Covid-19/Parlamento: “Não há nenhum argumento mais forte do que a protecção da saúde” – PM

Cidade da Praia, 02 Mai (Inforpress) – O primeiro-ministro disse hoje durante a sessão extraordinária para debater a autorização de prorrogação do estado de emergência nas ilhas de Santiago e Boa Vista que “não há nenhum argumento mais forte do que a protecção da saúde”.

No seu discurso, o chefe do Governo disse que, por isso, é “importante” que todos cumpram as regras do confinamento obrigatório em casa durante o estado de emergência e as regras do distanciamento quando saem de casa.

“Incumprimento do confinamento e do distanciamento social, significa mais riscos de propagação da doença. A acção de cada pessoa contribui para melhorar ou piorar a propagação da doença. É preciso continuar a insistir na responsabilidade individual, de cada pessoa”, defendeu.

Para as ilhas que já saíram do estado de emergência e para São Vicente, que sai na segunda-feira, relembrou Ulisses Correia que isso “não significa que o combate terminou” e que “o vírus não é eliminado por lei, mas pelo comportamento de cada cidadão e pelo cumprimento de regras”.

“Não é momento para levantar a tenda e engavetar as armas do combate à covid 19. Por isso, um conjunto de medidas restritivas vão permanecer até que a situação epidemiológica recomendar a sua retirada progressiva e programada. São basicamente restrições de distanciamento social e regras de protecção individual e de organização”, prosseguiu.

O primeiro-ministro afirmou ainda que testes rápidos serão alargados, estando em processo de aquisição cerca de 50.000 testes, e que a capacidade laboratorial em virologia e microbiologia vai ser reforçada através de investimentos em equipamentos e recursos humanos na Praia e de instalação de um laboratório em São Vicente, cujo “processo já está em curso”.

“Os resultados obtidos até agora são ganhos proporcionados pelo sistema nacional de saúde, pelo sistema nacional de protecção civil e pelos cidadãos deste país”, defendeu.

Ulisses Correia afirmou que é preciso reconhecer o “grande esforço e dedicação” que os profissionais de saúde e as forças de segurança e de protecção civil têm feito neste combate à pandemia.

“Fazem o bom combate em nome da protecção da saúde de todos, expõem-se ao risco de contágio, estão em prontidão e em acção permanente. Expõem-se também ao escrutínio público nem sempre justo e valorizador do trabalho realizado”, frisou.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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