Covid-19/Investimentos Públicos: PM garante que contratos de empreitadas vão ser respeitados (c/áudio)

Cidade da Praia, 27 Abr (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou hoje a reprogramação dos investimentos públicos em Cabo Verde, mas garantiu que os projectos já contratualizados vão continuar e todos os contratos de empreitadas com as empresas vão ser respeitados.

O chefe do Governo, que falava na abertura do encontro com os presidentes das câmaras municipais para tratar das medidas de protecção civil no pós-estado de emergência, referiu de forma particular ao Programa de Reabilitação Requalificação e Acessibilidades (PRRA), financiado em grande parte pelo Fundo do Turismo e pelo Fundo do Ambiente.

Neste sentido, indicou que tendo em conta a grande quebra nas receitas do Fundo do Turismo, o Governo terá que fazer a reprogramação dos meios, priorizando os projectos que já estão contratualizados e iniciados.

“Vamos ter que fazer a reprogramação dos meios porque o exemplo do fundo do turismo é muito claro. Não havendo turistas não há taxa turística, não havendo taxa turística não há receitas e temos uma quebra previsível muito grande das receitas”, disse.

“Na medida do possível, nós vamos fazer a reprogramação dos meios, dentro dessa perspectiva de priorizar aquilo que já está contratualizado e já está em execução e fazendo a sua conclusão porque é a partir desses investimentos que conseguiremos dar resposta ao emprego, ao rendimento e particularmente nos concelhos que têm mais dificuldades”, sustentou.

Ulisses Correia e Silva adiantou ainda que decorrente da situação que o país está a viver devido à pandemia da covid-19, o Governo vai também reprogramar o programa de mitigação da seca, no sentido de não só ter respostas a nível da criação do gado, mas também para manter emprego público no campo e dar respostas à estratégia de mobilização de água.

Na sua alocação, o chefe do Governo apelou aos autarcas a continuarem vigilantes e fazerem para uma boa gestão dos riscos, lembrando que o levantamento do estado de emergência não significa fim da propagação do vírus.

“Covid-19 não vai desaparecer nem por medidas legislativas e administrativas e vai andar por aí. Nós temos que saber conviver com esta situação, minimizando a intensidade da sua propagação até que uma vacina seja descoberta. Isto é fundamental para podermos enquadrar a necessidade de não desarmarmos de uma só vez as medidas”, disse.

O fundamental, sustentou, é controlar a contenção da propagação da covid-19 para evitar níveis que provoquem o colapso do sistema de saúde, minimizar eventualidades que possam provocar mortes e em terceiro lugar conviver com o vírus com menor intensidade de propagação possível.

“Os riscos continuam, as possibilidades de contágio continuam. Nós vamos ter que fazer saídas progressivas e programadas mesmo nas ilhas onde não se registaram nenhuma situação de casos positivos de covid-19. Por isso as ilhas que já saíram do estado de emergência é continuar a serem vigilantes, fazermos uma boa gestão de riscos”, realçou.

O estado de emergência que vigora no país desde o dia 29 de Março terminou às 00:00 de hoje nas ilhas onde não foram registados casos positivos de covid-19 designadamente Santo Antão, São Nicolau, Sal, Fogo, Brava e Maio. Nas ilhas com registos de casos, Santiago, Boa Vista e São Vicente o término está previsto para às 00:00 do dia 02 de Maio.

Cabo Verde contabilizou hoje mais três casos positivos de covid-19, elevando para 109 o número total de infectados, sendo 55 na ilha de Santiago (dos quais 52 no concelho da Praia, dois no concelho do Tarrafal, um em São Domingos), 53 na Boa Vista e um em São Vicente.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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