Covid-19: Governo estabelece requisitos mínimos de produção e uso das máscaras reutilizáveis

Pedra Badejo, 01 Mai (Inforpress) – O Governo divulgou hoje as exigências mínimas de produção e utilização das máscaras reutilizáveis para uso comunitário, estabelecendo as especificações e definições das dimensões e matérias, assim como os requisitos mínimos da capacidade de filtração e respirabilidade.

Os requisitos constam num guia das exigências de produção e uso das máscaras reutilizáveis divulgado hoje pelo Governo.

“O guia contém orientações técnicas de produção e recomendações de uso e preservação e foi aprovado pela Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) e pelo Instituto de Gestão da Qualidade e Propriedade Intelectual (IGQPI), através da circular normativa 01/ERIS-IGQPI/2020”, refere.

Conforme avançou, a utilização das máscaras comunitárias deve ser implementada em sintonia com as demais medidas de prevenção da propagação da covid-19, nomeadamente o distanciamento social, a etiqueta respiratória e higienização das mãos.

“Estas máscaras são destinadas a ser usadas pelas pessoas quando deixam as suas casas para deslocações ao seu local de trabalho, escola ou estabelecimentos comerciais, para ajuda na protecção da comunidade. Estas deverão ser utilizadas por um período máximo de 4 horas, constituindo assim uma barreira protectora contra uma possível penetração viral através da boca e do nariz do seu utilizador ou de uma pessoa próxima”, lê-se no guia.

Quanto aos requisitos de protecção das máscaras reutilizáveis de uso comunitário, a capacidade de filtração e respirabilidade foi delineada conforme o tipo de utilizador.

Para profissionais em contacto frequente com o público, as máscaras devem cumprir requisitos como desempenho mínimo de filtração de 90 por cento (%), respirabilidade de pelo menos 8l/min conforme a norma EN ISO 9237:1995, desenho e construção adequados e garantia de 4 horas de uso ininterrupto sem degradação da capacidade de retenção de partículas nem da respirabilidade.

Em relação aos profissionais que não estejam em teletrabalho ou população em geral em caso das saídas autorizadas em contexto de confinamento, a única diferença nos requisitos tem a ver como desempenho mínimo de filtração, que pode ser  de 70%.

Sobre os matériais de produção, o guia indica que as máscaras podem ser feitas com algodão ou outros tecidos como polyamida, plyester, polypropyleno, respeitando as percentagens predefinidas de composição.

“Os materiais de fabrico da máscara (tecido, elásticos e linhas de cozer) deverão ser igualmente avaliados. A verificação da resistência dos elásticos deverá ser feita sobre um mínimo de 3 amostras de produto”, indicou.

O executivo admitiu que numa primeira fase da  avaliação da conformidade das máscaras vai se focar no controlo da qualidade das características dos materiais, assim como da embalagem, rotulagem e folheto informativo.

As autoridades competentes procederão, igualmente, à avaliação da conformidade relativamente ao cumprimento dos requisitos mínimos da capacidade de filtração e respirabilidade.

“A máscara deverá ser lavada antes do seu primeiro uso e antes de cada nova utilização. Esta deve ser lavada com sabão neutro e deixada de molho em água com lixívia (na proporção de uma colher de sopa para cada litro de água). Após secar, passar a ferro (temperatura aproximada de 150° a 180°) para esterilização”, sugeriu.

WM/CP

Inforpress/Fim

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