Covid-19: Enfermeiros pedem melhores condições nos sítios onde são postos em quarentena após 15 dias de trabalho

Cidade da Praia, 08 Mai (Inforpress) – Os enfermeiros pedem melhores condições nos sítios onde são postos em quarentena, após 15 dias de trabalho cuidando dos doentes infectados com a Covid-19, disse a presidente da Comissão Instaladora da Ordem dos Enfermeiros de Cabo Verde.

“A classe é que está na linha da frente. Após o enfermeiro sair do trabalho vai para um sítio, onde irá aguardar 14 dias para ser testado. É para termos condições nesses sítios. E também poio psicológico, porque sabemos que deixam a família e passam 30 dias fora de casa”, disse Evanilda Santos.

Esta preocupação foi manifestada hoje pela presidente da Comissão Instaladora da Ordem dos Enfermeiros de Cabo Verde, após uma audiência com Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, onde, disse, teve a oportunidade de expor as inquietações da classe neste momento e sair “mais tranquilos”.

“É o caso de subsídio de risco. Sabemos que os profissionais de saúde trabalham sob risco em epidemias. Sabemos que os enfermeiros são testados periodiamente, há esta preocupação. A outra inquietação está relacionada com a disponibilidade de protecção individual para que os enfermeiros estejam protegidos e impedidos de serem infectados e infectar a família”, informou.

Evanilda Santos disse ainda, por outro lado, que o Ministério da Saúde “sempre tem dado ouvidos”, e que a Comissão Instaladora da Ordem dos Enfermeiros de Cabo Verde não tem tido problema em falar com as pessoas na linha da frente.

“Foi-nos hoje informado que chegaram mais equipamentos de protecção individual, sabemos que os equipamentos de protecção individual estavam em roptura ao nível mundial”, acrescentou.

O Presidente, por sua vez, revelou a enfermeira, prometeu sensibilização junto das entidades responsáveis.

“Também, segundo nos informou, já tinha tido essa preocupação de sensibilizar as entidades responsáveis para que sejam adquiridos mais equipamentos de protecção individual porque sabemos que é a única forma de protegermos da doença”, complementou, acrescentando que “esses equipamentos são descartáveis, depois são jogados fora” e que, por isso, “há necessidade sempre de os adquirir.

Estas preocupações, afirmou, surgem não só por causa do aumento dos profissionais infectados, mas também pelo facto da doença estar a se alastrar na cidade da Praia.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

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