Covid-19: Emprofac admite dificuldade em colocar álcool e álcool gel  no mercado à  altura da procura

Cidade da Praia, 02 Abr. (Inforpress) – A administração da Emprofac reconhece dificuldades em colocar no mercado nacional desinfectantes como o álcool e álcool gel para responder à grande procura, dada a pandemia do novo coronavírus, mas acredita que a tendência é para se normalizar pouco-a-pouco.

Gil Évora, que falava à imprensa esta tarde, após a entrega de um autocarro pela Emprofac ao serviço de psiquiatria do Hospital Trindade, explicou que diariamente tem recebido junto da fabricante Inpharma produtos que logo serão canalizados às farmácias de Santiago e às estruturas hospitalares e quando dantes também se fazia distribuição a nível das estruturas do Estado.

Quanto à reivindicação das farmácias das ilhas, Évora disse que a Emprofac tem estado a proceder a esta distribuição consoante as encomendas, mas que tem a perfeita noção das dificuldades para satisfazer os pedidos, sobretudo num período registado pela escassez de barcos.

Garantiu, entretanto, que a Emprofac já tem pronta uma encomenda para deslocar-se esta quinta-feira à ilha do Sal, para no sábado um outro navio fazer chegar estes produtos a São Vicente e às demais ilhas consoante o ritmo de movimentação das embarcações de mercadorias.

Recordou que a própria União Europeia tem impedido a exportação destes produtos, mas que apesar desta directiva, a diplomacia cabo-verdiana tem vindo a fazer com que estes produtos cheguem ao País de modo a tentar fornecer todas as encomendas provenientes da China, de Portugal ou mesmo da Inpharma às farmácias e às estruturas hospitalares.

Explicou que diariamente esta instituição recebe álcool e álcool gel, tendo exemplificado que só hoje tomou praticamente 860 frascos de 500 ml que rapidamente são distribuídos, alternadamente pelas farmácias de Santiago e das restantes ilhas de Cabo Verde.

Sobre a oferta do autocarro à extensão dos serviços psiquiátrico do Hospital Trindade, disse que a Emprofac tem tido um papel muito activo quanto à sua responsabilidade na sociedade cabo-verdiana, afiançando que este donativo se enquadra num protocolo de cooperação assinado entre as duas instituições desde 2017/18.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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