Covid-19: Campanha solidária “Pá Txadinha” beneficia 1720 agregados familiares com 426 cestas básicas

Cidade da Praia, 04 Mai. (Inforpress) – A campanha solidária “Pá Txadinha”, idealizada pela ex-atleta internacional cabo-verdiana Vanilda Sequeira, a partir dos EUA, superou a expectativa inicial, ao atingir a cifra de 1179 contos que resultou em 426 cestas básicas, distribuídas a 1720 agregados familiares.

Encerrada na noite de domingo, mediante a prestação de conta pública, pormenorizada, através do livestream, envolvendo os parceiros, filhos de Achadinha residentes na diáspora, designadamente Espanha, Estados Unidos da América, França, Holanda, Inglaterra, Luxemburgo, Portugal, Senegal, Suíça e Cabo Verde, a iniciativa contemplou as pessoas de forma a colmatar a crise económica provocada pela pandemia.

À Inforpress, Emanuel Almeida, do núcleo de Achadinha, bairro desta cidade, que esteve na base desta campanha solidária, explicitou que a iniciativa teve um saldo monetário no valor de 965.000$00, arrecadado junto da diáspora, ao qual se juntam cerca de 215.000$00 e algumas doações em géneros, proveniente da mobilização interna, no País.

Para além de destacar a “forte contribuição” dos “Filhos de Txadinha” na diáspora, Almeida enalteceu o contributo indispensável dos residentes, com a particularidade de um único doador, que preferiu privilegiar o anonimato, ter colaborado com mais de 190.000$00.

“O balanço supera todas as expectativas porque ganhámos um dinamismo e um entusiasmo no meio da campanha. Tínhamos projectado atingir cerca de 200 famílias de todas os lugares de Achadinha e acabamos por abarcar cerca de 426 famílias, totalizando 1720 agregado familiar”, esclareceu Emanuel Almeida, já que inicialmente a meta traçada era chegar as 200 cestas básicas.

Opinião corroborada pela Vanilda Sequeira, a mentora deste projecto, que, dos Estados Unidos da América, manifestou à Inforpress a sua alegria pelo êxito, agradecendo a todos pela adesão.

“Toda a equipa está disponível para futuros projectos”, afirmou.

Para “este sucesso”, Emanuel Almeida afiançou que o núcleo teve de contar com a colaboração de jovens no terreno, nomeadamente Escuteiros São Francisco, Associação Achadinha de Basquetebol, Jovens da Academia de Achadinha, Associação Nova Esperança, comunidade católica de Achadinha que incumbiram de fazer o levantamento.

O benemérito ressaltou que o projecto não beneficiou exclusivamente as pessoas mais carenciadas das diversas localidades de Achadinha, mas todos quanto necessitavam de uma ajuda, já que muita gente ficou privada dos seus postos de trabalhos com este confinamento e que, por conseguinte, perderam os seus habituais rendimentos.

Neste caso, apontou profissionais como barbeiros, cabeleireiras, pedreiros, carpinteiros e vendedores informais que ganhavam a vida nos quiosques, tabuleiros, grelhados de entre outras actividades e que passaram a viver com dificuldades ao confinarem-se em casa, como método de prevenção a pandemia da codiv-19.

O projecto, referiu, contemplou ainda os muitos emigrantes africanos residentes na localidade, que praticam alfaiataria, sapataria, gastronomia e vendedores ambulantes que normalmente ficam de fora desta dádiva, mas que foram abrangidos por esta campanha solidária, assim como pessoas transferidas e que neste momento residem na zona.

Achadinha Baixo, Centro, Cobom de Bairro, Gueto/Ladera, Jamaica, Pé de Monte, Ponta Tâmara, Ponta Tchitcharo, Zona Damaia, Zona Metaluz e Zona Nha Bia Polom foram os pontos beneficiados desta equipa que promete lançar-se em novos desafios.

A ideia, esclareceu, tem como pretexto a constituição de um grupo maior, que, através de um “projecto estruturado e oficializado”, unindo os filhos de Achadinha, possa contribuir para o desenvolvimento da zona em outras vertentes e momentos diferentes.

SR/JMV

Inforpress

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