Covid-19: Câmara da Praia classifica as declarações de Janira Hopffer Almada de “populismo em tempos de crise”

Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Praia considerou hoje de populismo em “tempos de crise” as declarações da líder do PAICV, que pediu maior engajamento das autarquias na luta contra a pandemia.

Numa nota enviada à Inforpress, Óscar Santos diz que Janira Hopffer Almada “está claramente sem palco”, face às medidas tomadas pelo Governo e pelas câmaras municipais contra o covid-19, apontando que a líder do maior partido da oposição “deambula nos media e nas redes sociais, sem precedentes”.

É que, segundo o autarca, a presidente do PAICV está numa “luta titânica de protagonismos político-partidários e de tentativa de desmerecer, o excelente trabalho do Governo e das autarquias, assente em medidas assertivas, oportunas e inteligentes”.

“Percebe-se que a líder da oposição está, sorrateiramente, sempre à espreita de uma brecha, nestas alturas difíceis por que passa o país, para aparecer, nos holofotes das televisões e de vídeos nas redes sociais”, lê-se no documento.

Conforme o autarca praiense, antes de aconselhar aos presidentes das câmaras, a líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposião) devia, “humilde e responsavelmente”, retratar-se através de um gesto típico de “uma liderança que se preze” para o País e “pedir desculpas a todos os autarca.

“Acredito, que a maioria esmagadora dos presidentes de câmaras condenam, veementemente, esta atitude da líder do PAICV e, por conseguinte, dispensam, de forma categórica, esta sua abordagem populista”, salientou.

O presidente da Câmara Municipal da Praia avançou ainda que para as autarquias municipais o Cadastro Social Único é o instrumento de trabalho e de aferição mais consistente permite chegar a todos aqueles que, verdadeiramente, precisam de apoio das câmaras municipais, através de critérios, previamente, estabelecidos, que nos possibilita identificar os níveis de vulnerabilidade social, no concelho.

“É evidente que esta prática das câmaras municipais, incomodam, sobremaneira, pois a sua filosofia de poder mais perto das pessoas, consiste em mantê-las dependentes de subsídios e cestas básicas, através de associações camaradas”, criticou Óscar Santos.

Neste sentido, para o autarca, o que vale para o PAICV e “certos dirigentes”, é “a caça aos votos” em tempo de eleições.

HR/AA

Inforpress/Fim

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