Covid-19/Brava: Presidente da câmara diz que “maioria” dos alunos vai ter acesso às aulas (c/áudio)

Nova Sintra, 18 Abr (Inforpress) – Mais de metade dos alunos da Brava vai ter acesso às aulas ministradas via televisão e rádio, disse hoje à Inforpress o presidente da câmara, propondo um reforço aos que não vão ter acesso, logo que a situação normalizar.

Segundo Francisco Tavares, há que ter em conta que a “maioria” dos alunos vai ter acesso a estas aulas, mas também há de se levar em conta que na ilha há zonas de sombra, onde não será possível acompanhar as aulas.

Como zonas de sombras, referiu-se aos povoados de Palhal, Lomba, Cachaço, Pau, e que toda a freguesia de Nossa Senhora do Monte possui “grandes problemas” de acesso livre de televisão.

Perante este cenário, Francisco Tavares reconheceu que alguns alunos que não vão ter as mesmas oportunidades em assistir as aulas, e no seu entender, o que deve ser levado muito em conta na avaliação será as localidades.

“É muito bom que haja aulas, seja na rádio ou na televisão, porque continua a criar nos alunos o espírito de aprendizagem e de estar ainda com alguma ligação com a escola, para que assim que possível regressar às salas de aula”, disse o autarca.

Mas, para as crianças onde não há sinal, o edil deixou claro que não está a ver uma solução prática neste momento, uma vez que a montagem de equipamentos para retransmissão a estas localidades não é uma coisa tão imediata e implicava movimentação de técnicos de outras ilhas, principalmente da cidade da Praia, o que neste momento não é possível.

Nestas zonas, a mesma fonte enfatizou que há algumas casas que têm acesso à televisão pública via Zap, mas não são todas as casas e a autarquia não pode promover ajuntamento dos alunos numa estrutura social destas zonas, pois seria contrária as indicações do distanciamento social.

Daí que, estes alunos deverão retomar as aulas seis dias após os outros que tiverem acesso aos canais de televisão e rádio pública, visto que as aulas iniciam a 20 de Abril e o estado de emergência na Brava vai vigorar até 26 de Abril.

Depois de regressarem às salas de aulas, Francisco Tavares propõe que as escolas criem um plano de recuperação para este grupo de alunos, de modo a ficarem em pé de igualdade com os outros.

Esta decisão está a suscitar vários anseios na ilha, não só por parte dos encarregados da educação, mas também de alguns professores que demonstraram as suas preocupações, acrescentando que muitos alunos não possuem o devido acompanhamento por parte dos pais nos dias normais para estudarem ou fazerem os trabalhos de casa, quanto mais para aulas à distância.

Maritza Rosabal anunciou, na terça-feira, que perante a pandemia do novo coronavírus, as aulas reiniciam no dia 20 de Abril, com aulas transmitidas na televisão e na rádio e com disponibilização de fichas de estudo.

MC/CP

Inforpress/Fim

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