Covid-19/Brava: Passageiros retidos na ilha em processo de regresso aos destinos de origem (c/áudio)

Nova Sintra, 29 Abr (Inforpress) – Os passageiros que se encontram na Brava, oriundos de Santiago e do Fogo que, devido ao estado de emergência ficaram retidos na Brava, já estão a meio processo para o regresso às ilhas onde residem.

A informação foi dada à Inforpress pelo presidente da câmara, Francisco Tavares, que explicou que no grupo de 20 e poucos passageiros, há alguns que vão apanhar o voo de repatriamento para os Estados Unidos da América.

O autarca realçou que o processo está a decorrer normalmente e estão a seguir todos os procedimentos legais necessários.

Também, informou que aqueles que encontram-se na ilha do Fogo e possuem residência na Brava, podem fazer o mesmo processo juntamente da câmara municipal do município onde se encontram e vão obter as informações necessárias para o processo.

Mas, os que estão na cidade da Praia, “infelizmente” ainda não podem regressar.

Para estes, o edil salientou que após o levantamento do estado de emergência na Praia haverá uma “ponderação” por parte do Governo para ver as possibilidades de fazer o regresso às pessoas que são da Brava e de outras ilhas que estão aí retidos, mediante cumprimento das normas de segurança, nomeadamente a realização de um teste na Praia e ainda chegar na Brava e fazer uma quarentena num espaço que o Serviço da Protecção Civil já está a preparar.

“Mas isso ainda é só uma possibilidade que só vai ser analisada depois do levantamento do estado de emergência na ilha de Santiago e a análise da evolução epidemiológica”, porque se pode correr o risco de fazer o vírus chegar na ilha.

Entretanto, relembrou que as pessoas que estão na cidade da Praia têm famílias na Brava, e que muitas vezes, estão a viver com dificuldades e não tendo um prazo para o fim do vírus, defendeu que “não se pode obrigá-los a ficar uns seis meses na Praia a sofrerem”.

“Serão dados todos os passos para o regresso, mas dentro de medidas que minimizam ao máximo a possibilidade da entrada do vírus na ilha”, garantiu Francisco Tavares.

Para a população da ilha e que se encontra na Brava, o edil relembrou-a que houve o levantamento do estado de emergência, mas que ainda “continuou algumas restrições”.

Apontou o caso do distanciamento social que permanece e a população “deve colocar na sua cabeça que é necessário”, assim como hábito de lavar as mãos muitas vezes ao dia, tentar evitar levar às mãos para a boca, olhos e nariz.

Salientou que também, continuou proibido qualquer tipo de actividade que aglomera muitas pessoas, os bares e restaurantes o funcionamento será até às 21:00 horas, as discotecas e passeios à praia de mar ainda estão proibidas, e que devem estar sempre atentos à algum sinal para comunicar via telefone a Delegacia de Saúde que vai orientá-los.

“Mantemos até agora sem vírus na Brava, e para isso temos que continuar a fazer a nossa parte”, enfatizou o autarca.

MC/CP

Inforpress/Fim

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