Covid-19/Brava: Frei Matias convida os fiéis a fazerem da necessidade uma virtude

Nova Sintra, 04 Abr (Inforpress) – Frei Matias convidou hoje, véspera do Domingo de Ramos, os fiéis cristãos a fazerem da necessidade uma virtude, e que aproveitem as oportunidades que têm para estar com o Senhor e celebrar o domingo em família.

O sacerdote fez este apelo através das redes sociais, nomeadamente, na página do Facebook das paróquias da Brava, onde acentuou que a resposta está na palavra “amor”.

“A dolorosa excepcionalidade do tempo em que vivemos é plenamente percebida quando nos vemos impedidos de fazer o que mais gostamos. Na visão da fé, a celebração mais importante do ano é a da Páscoa: e pela primeira vez, este ano não é comemorada, pelo menos na forma tradicional, com a presença física e a participação activa dos fiéis”, lamentou o religioso.

Segundo o mesmo, a televisão ajuda, a rádio também, mas não é, e nunca pode ser, como participar pessoalmente.

Então, sugeriu que seja aproveitado o recolhimento “forçado” em casa para reflectir e meditar sobre o significado de vários momentos e ritos celebrativos.

Com a procissão de Ramos e, logo depois, com a leitura durante a Missa do Evangelho da Paixão (este ano, o de S. Mateus, capítulos 26 e 27), Frei Matias realçou que a liturgia deste domingo celebra dois momentos da vida de Jesus, muito próximo um do outro e, ao mesmo tempo, o mais contrastante possível.

“No início, a sua entrada triunfal em Jerusalém entre aclamação de hosanas pela multidão; alguns dias depois, a sua dolorosa paixão. Isso seria suficiente para recordar a precariedade da sorte humana, a falta de confiabilidade e da garantia do sucesso, a necessidade de colocar a vida de alguém em mãos mais seguras do que as dos homens”, explicou o sacerdote.

Continuou, salientando que “a partir da narrativa chocante de quanto Jesus foi capaz de sofrer, lembrando que Ele sabia para onde tudo ia caminhando, surge uma pergunta dramática: porquê? Porque Ele não escapou de tanta agonia, de um fim tão indigno de si? A resposta, é sabida, está na palavra amor. O crucifixo, do qual a civilização cristã fez o seu emblema, é testemunha de quão grande é o amor de Deus pelos homens”.

Segundo Frei Matias, o “sim” a um amor autêntico é sempre uma “fonte de sofrimento”, porque envolve uma expropriação do próprio eu.

Ou seja, reforçou que o amor verdadeiro “não pode existir sem renúncias dolorosas” caso contrário, torna-se egoísmo e, portanto, anula-se a si próprio e a pessoa amada deve ser considerada “verdadeiramente importante” para estar disposto a sofrer por ela e “Cristo Crucificado mostra como os homens são importantes para Deus”.

“Apesar de tudo, temos que viver com esperança. Nenhum inverno, não importa quão duro, frio e terrível possa ser, pode impedir a primavera, e a primavera chegará com a Páscoa”, finalizou o sacerdote.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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