Covid-19/Brava: Cerca de metade das famílias vulneráveis já recebeu as suas cestas básicas (c/áudio)

Nova Sintra, 06 Abr (Inforpress) – Cerca de 113 famílias das 200 que a Câmara Municipal pretende contemplar com cestas básicas já receberam os seus produtos de necessidade básica, contabilizando assim um total de 439 pessoas individuais.

Esta informação foi avançada à Inforpress, pelo presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, adiantando que uma equipa camarária está no terreno há já três dias a distribuir cestas básicas em diversas zonas da ilha, tendo sido já contempladas, até este momento, mais de 100 beneficiadas, ficando assim cerca de 90 por distribuir.

Segundo o edil, estas cestas destinam-se às famílias mais carenciadas e com crianças em idade escolar com menos de 12 anos.

A mesma fonte explicou ainda que mesmo que o foco seja estas duzentas famílias, a sua equipa vai ficar “atenta” a qualquer situação de famílias vulneráveis que, por uma razão ou outra, não se encontram inscritas no Cadastro Social Único, ou não têm filhos em idade escolar.

“Ainda é de realçar que na Brava, a autarquia possui conhecimento de que também a Cruz Vermelha está a beneficiar famílias. Contamos com o apoio da igreja Adventista do Sétimo dia, da igreja Católica e da empresa intermunicipal Águabrava”, elencou o autarca, ressaltando que já há manifestação de alguns particulares e de uma casa comercial para apoiar as famílias mais carenciadas.

Para além do das cestas básicas, relembrou que há também os apoios oriundos do Rendimento Social da Inclusão e do Rendimento Social Solidário, destinados às pessoas do sector informal.

Francisco Tavares diz estar esperançado que até o final desta semana e início da outra, entrará na conta destas pessoas o valor de 10 mil escudos, conforme medidas tomadas pelo Governo.

Além destas medidas e apoios que estão ser canalizados às famílias, Francisco Tavares realçou que na Brava, a comunidade emigrada apoia “muito os familiares”, salientando que “basta ver que, mesmo com o estado de emergência, a afluência aos bancos, para levantamento de remessas vindo do exterior, é enorme”.

Aos bravenses, o edil pede que permaneçam em casa e que saiam só quando for “extremamente necessário”.

Reforçou que “não é porque a Brava ainda não possui nenhum caso suspeito ou porque não estão a entrar passageiros, que a situação está totalmente segura”, uma vez que “é necessário fazer chegar à ilha mercadorias e os estudos até agora dizem que é possível fazer chegar este vírus na superfície de algumas das mercadorias”.

O autarca diz que é “necessário cumprir ao máximo”  as determinações, ficando em casa e fazer muita higiene pessoal, lavando as mãos com água e sabão.

Acrescentou que tem verificado um esforço enorme da polícia para tentar fazer com que as pessoas fiquem em casa, mas que há sempre a “desculpa” de que vão às lojas ou à farmácia.

“Mais vale fizermos sacrifício agora, ficar em casa e depois de 17 de Abril retomarmos a normalidade, do que ficarmos a correr riscos”, finalizou.

M/JMV

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos