Conselho Superior de Defesa Nacional aprecia temas de mudanças para as Forças Armadas

Cidade da Praia, 19 Set (Inforpress) – O Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) apreciou hoje as perspetivas de melhorias para as condições dos soldados, o estatuto militar e a segurança externa do fenómeno terrorismo no mundo e na sub-região, informou hoje o Presidente da República.

Jorge Carlos Fonseca, que presidiu à sexta sessão ordinária do CSDN, considerou, em declarações à imprensa, que a reunião foi “profícua”, referindo-se à função do conselho no se refere à obtenção e trocas de informações e reflexões sobre temas que têm a ver com a defesa nacional, com as Forças Armadas e o estado da segurança interna e externa do país.

No que se refere ao estado das Forças Armadas (FA), Jorge Carlos Fonseca avançou que a informação recebida proporcionou a uma “reflexão interessante” por parte do Chefe do Estado Maior, o Major General Anilido Morais, que ofereceu aos presentes uma “verdadeira” noção sobre a evolução das FA no que tange às melhorias das condições de funcionamento da instituição.

O mesmo, realçou, aconteceu com as informações avançadas sobre os equipamentos, perspetivas de melhoria do ponto de vista de transporte e comunicações, melhoria para as condições dos soldados, perspectiva de aprovação do estatuto militar e perspectivas para o reforço do programa soldado cidadão.

“Também se pós acento na necessidade da modernização, ou melhor, operacionalização das FA, dentro do limite das possibilidades do país, e apreciou-se, ainda, a ideia que se deve repensar a questão do recrutamento para as Forças Armadas no sentido de se procurar a especialização de quadros”, disse.

Conforme o PR, essa especialização deve acompanhar a evolução do mundo contemporâneo, do ponto de vista técnico, tecnológico e logístico, assim como no estreitamento da cooperação internacional e no aperfeiçoamento das alianças no plano externo.

A procura de reforço dos meios marítimos e aéreos, isso sempre numa visão de constante adaptação das FA, foi também tema de apreciação no sentido de que estes devem adaptar-se às necessidades de um mundo moderno, com novos desafios e ameaças, mas também na perspetiva de se adaptar as caçoes ao desenvolvimento do país.

“Num país como Cabo Verde, com pouco recursos, devemos ter uma Forças Armadas adaptadas à nossa condição, mas com uma melhor operacionalidade possível para responder aos desafios a que pode enfrentar, visto que vivemos num corredor muito movimentado, com fenómenos como tráfico e pirataria marítima”, explicou, quando questionado pelo jornalista se o país tem alguma informação sobre tais movimentos na sub-região.

No que tange à criminalidade, o Chefe de Estado informou que as informações avançadas na reunião dão conta de dados que apontam para uma tendência de redução, em particular, dos crimes contra pessoas.

“Esta é uma tendência que se verifica pela primeira vez durante três anos seguidos, o que pode apontar para uma solidez da tendência de descida da criminalidade. Mas isso não implica automaticamente redução de nível de percepção de insegurança”, acrescentou.

Na reunião, que reuniu representantes da FA e da Policia Nacional, Carlos Jorge Fonseca comunicou que foi abordado o caso do atentado ao presidente da Câmara da Praia, e que dados avançados apontam para uma redução de existência de grupos de jovens ligados à violência urbana.

Nesta matéria, salientou, entendeu-se que o governo deve prosseguir uma politica de investimento, em políticas e meios de acompanhamento pós delinquência e prisão através de politicas de subsidiação activa e acampamento de jovens reclusos.

Neste caso, lembrou que o que aconteceu com o presidente da Câmara da Praia levou a que se repensasse e reponderasse às formas de protecção das entidades politicas que exerçam funções que apresentam riscos.

Por último, realçou, o conselho debruçou-se sobre a segurança externa e o fenómeno do terrorismo, que afecta a África, sobretudo, a nossa sub-região africana.

“Quanto a isso, o conselho recomendou que se deve seguir e aprimorar a articulação com os países vizinhos em matéria de informação, que devemos continuar a tarefa de acompanhamento e evolução dos regimentos e grupo que actuam em diferentes partes do mundo e em regiões próximas de Cabo Verde”, afirmou.

O conselho recomendou, ainda, uma melhor articulação entre a policia e o Ministério Público.
Para concluir, lembrou que no quadro do acordo tripartido com Portugal e Luxemburgo a Guarda Costeira cabo-verdiana vai ser reforçada com meios para poder desempenhar tarefas que lhe são consignadas do ponto de vista da segurança marítima, da protecção da zona económica exclusiva e dos recursos marinhos.

Estiveram presentes na reunião os membros do Conselho Superior Pedro Pires, António Espirito Santo (Provedor de Justiça), antigos Chefes de Estado Maior das FA, directores da Policia Nacional e Policia Judiciaria, representante do Conselho da Segurança Nacional e o director de Serviço de Informação da República.

O Conselho Superior de Defesa Nacional é o órgão específico de consulta para os assuntos relativos à defesa nacional e à organização, funcionamento e disciplina das Forças Armadas e é presidido pelo Presidente da República, enquanto comandante supremo das forças armadas.

PC/JMV
Inforpress/Fim

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