Comunidade de Safende recebe sessão de reflexão sobre Declaração Universal dos Direitos Humanos (c/áudio)

Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – A comunidade de Safende recebeu hoje, no Centro Espaço Aberto Safende, na Cidade da Praia, uma sessão de esclarecimento e de reflexão sobre os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O evento, que está sendo levado a cabo pela Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) em todas as ilhas, comunidades e escolas, visa, segundo a presidente da CNDHC, fazer com que todos os cabo-verdianos conheçam bem a declaração e os princípios subjacentes aos artigos que constituem o documento.

A intenção, explicou Zaida Freitas, em declarações à imprensa antes de iniciar a sessão, é que as pessoas ganhem o interesse por reflectir sobre alguns princípios e falar dos problemas, de acordo com a realidade local que as comunidades vivem.

“A campanha iniciou no ano passado e a intenção é chegar a todos os cantos do país. Estamos a dar continuidade a esta campanha com a intenção de chegar a todas as ilhas, pois, ela terminará, oficialmente, a 10 de Dezembro de 2019”, disse.

Questionado se os cabo-verdianos já conhecem e respeitam os direitos universais, Zaida Freitas avançou que “havemos de lá chegar” e admitiu que já vêm constatando que as pessoas já falam mais nos direitos humanos.

Face a essa constatação, garantiu que a Comissão tem vindo a receber “convites interessantes”, nomeadamente das escolas, comunidades e instituições para que participem nas acções de promoção a nível da campanha 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

À comunidade de Safende, a equipa da CNDHC levou na bagagem para despertar interesse de todos, momentos de história da declaração, pois, segundo sublinhou Zaida Freitas, nunca é demais relembrar as atrocidades que estão na base da construção do documento.

“Trazemos os princípios e levamos as pessoas a reflectirem no seu dia-a-dia e na sua comunidade sobre até que ponto os princípios estão ou não a ser respeitados. Os amigos de Safende têm feito um trabalho interessante, mas também têm muitos desafios pela frente pelo que hoje, vamos também falar das questões dos direitos humanos, sobretudo os de direitos económicos e sociais”, prosseguiu.

Por isso, Zaida Freitas é de opinião que reflectir sobre os direitos humanos com foco na realidade da comunidade é de “extrema importância” para os que recebem a sessão e para a CNDHC.

“Conhecendo a realidade das comunidades vai reflectir nos relatórios que elaboramos e nas recomendações ao Governo”, salientou.

A sessão, levada a cabo em parceria com a Associação Comunitária Amigos de Safende, enquadra-se na campanha de celebração dos 70 anos do documento, promovida pela CNDHC com o financiamento da União Europeia, no âmbito do projecto “Promovendo os direitos humanos e laborais através do SPG +”, e o apoio do Sistema das Nações Unidas.

A campanha, que inclui a realização de actividades em todos os concelhos do país, com comunidades, escolas secundárias, entre outros, já passou por algumas localidades no concelho da Praia, São Domingos e Santa Cruz e pelas ilhas da Boa Vista, São Nicolau, São Vicente e Santo Antão.

O evento contou ainda com a participação do jovem artista Hilário Silva, autor da música oficial da campanha intitulada “Nos tud tem direito” (Todos nós temos direitos).

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 10 de Dezembro de 1948, definindo os 30 direitos básicos de todos os seres humanos em todos os lugares, independentemente de qualquer condição, e está traduzida em mais de 500 línguas.

PC/CP

Inforpress/Fim

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