Complexo de pesca da cidade da Praia vai contribuir para melhorar a qualidade do pescado – Governo

Cidade da Praia, 12 Dez (Inforpress) – O secretário de Estado da Economia Marítima, Paulo Veiga, considera que o complexo de pesca da cidade da Praia, hoje inaugurado, é mais um passo na modernização do sector e vai trazer garantia da qualidade do pescado.

Paulo Veiga, que presidiu a cerimónia de inauguração dessa infra-estrutura, disse que a mesma irá trazer benefícios para os operadores, para o consumidor e para a economia cabo-verdiana.

A gestão da infra-estrutura será assegurada pela empresa Cabo Verde Ocean, vencedora do concurso de subconcessão da gestão e exploração das infra-estruturas portuárias do cais de Pesca da Praia, uma experiência que o Governo quer levar para todas as ilhas, por considerar que o privado está mais bem preparado para agregar valor ao pescado.

Paulo Veiga realça que a forma como a infra-estrutura está organizada vai permitir a melhoria das condições do pescado, segmentação do tratamento e fornecer estatísticas objectivas que permitam uma melhor avaliação e gestão dos recursos marinhos.

“Se não organizarmos a descarga e o tratamento até chegar ao mercado dificilmente os nossos mecanismos de gestão serão eficientes”, explicou Paulo Veiga adiantando que sem isso “não teremos dados para comprovar que estamos no caminho certo ou não”.

Paulo Veiga garantiu que este “é mais um passo para modernização da pesca e para dar o valor económico que a pesca tem e merece”, prometeu mais melhorias para o sector e incentivou os pescadores, armadores e peixeiras a organizarem-se em cooperativas para tirarem mais proveito dos esforços despendidos.

“Ser um pescador ou uma peixeira é uma profissão como qualquer outra e tem de ser valorizado de igualmente forma que um engenheiro ou um médico é valorizado”, disse Paulo Veiga que admite ser este “um primeiro passo para alcançar o mercado turístico, ou seja, ter as cadeias de hotéis a comprarem peixes directamente no complexo e nas peixeiras”, disse.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da empresa, Juvino Vieira, a infra-estrutura está estruturada por zonas por forma a permitir o melhor funcionamento e garantir a segurança sanitária do pescado.

“Criamos condições tais que há uma zona só para descarga destinada aos armadores e dentro da zona de descarga há subzonas para descarga dos peixes grandes como o atum, subzona para descarga dos peixes de menor porte chamados de peixe cabeça e zona para a descarga dos peixes como a cavala e o chicharro”, especificou.

Para além da zona de descarga, há zona de venda a grosso, de venda a retalho e para tratamento e para cada uma das zonas só poderão circular pessoas devidamente autorizadas. As peixeiras, que já receberam formação de boas práticas, bem como os tratadores estarão devidamente uniformizados e terão cartão de sanidade.

“Nós estamos falar de pescado, um produto perecível que precisa ser tratado e manuseado, cumprindo todas as normas de segurança e boas práticas”, argumentou.

Juvino Vieira adiantou que na falta de um mercado de peixe, e no quadro da sua responsabilidade social, a empresa criou um espaço para venda a retalho mas alerta que a partir de sábado não será permitido o tratamento de peixe fora da sala criada para o efeito.

O presidente Cabo Verde Ocean adiantou ainda que a empresa vai, nos próximos tempos, quadruplicar a produção de gelo e apostar em câmaras de frio para conservação do pescado.

“Nós vamos criar todas as condições para agregar valor ao pescado e o nosso objectivo é evoluir nesse processo para ter venda em lota, ou seja venda de pescado em leilão”, disse.

MJB/HF

Inforpress/fim

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