Comité para Saúde do Parlamento Africano alerta para inclusão dos presos na luta para erradicação da tuberculose

Cidade da Praia, 06 Ago (Inforpress) – O presidente de Comité para Saúde do Parlamento Pan-Africano, Christopher Kalila, alertou hoje para necessidade se incluir os presos na luta para erradicação da tuberculose, para que os objectivos possam ser alcançados.

Christopher Kalila, que intervinha no debate durante a 3ª Cimeira Africana sobre a Tuberculose, a decorrer na Cidade da Praia, disse que nas prisões africanas existem “milhões de africanos” a viverem em “condições precárias” de sobrelotação e problemas alimentares e a contrair doenças como a tuberculose.

Conforme indicou, uns morrem, mas outros vão para as comunidades e acabam por contagiar as pessoas com as quais mantém o contacto e passam também essa doença para os funcionários do sistema carcerário, que interagem regularmente com o exterior.

Neste sentido apelou a todos para levarem em conta a questão da saúde nas prisões, no âmbito do programa de trabalho, para que todos, enquanto defensores dos direitos humanos em África, possam interessar-se sobre o bem-estar dos reclusos.

“O único direito do recluso que deve ser privado é o direito à livre circulação. Portanto, nessa luta contra a tuberculose, temos de ter em conta os milhões de reclusos que estão encarcerados nas prisões africanas, porque depois irão sair da prisão e colocar a baixo todos os resultados da luta contra tuberculose”, alertou, adiantando que é necessário “não deixar ninguém para trás” nessa luta.

Christopher Kalila adiantou que há dois documentos que devem analisar, nomeadamente as normas mínimas das Nações Unidas para o tratamento dos reclusos que apresentam um conjunto de informações a nível daquilo que deve ser feito a nível da saúde dos reclusos.

Para já sugeriu a rastreamento da tuberculose nas prisões e também o tratamento preventivo para evitar a multiplicação da doença.

Durante a manha de hoje, a Cimeira Africana sobre a Tuberculose contou o testemunho de países como Nigéria, Namíbia, Kénya, Moçambique e Guiné Conakry, no combate a essa doença que mata anualmente cerca de 1,5 milhões de pessoas em todo mundo.

A meta global é de erradicar a tuberculose no horizonte de 2035.

A III Cimeira Africana sobre Tuberculose, que acontece no âmbito da reunião conjunta da Comissão Permanente do Parlamento Pan-Africano reúne deputados do parlamento Pan-Africana dos 34 países, representantes do grupo parlamentar africano da luta contra tuberculose, da OMS, do Fundo Global, da UNICEF, da NEPAD, da Aliança Africana das pessoas com deficiência, e da sociedade civil.

MJB

Inforpress/Fim

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