Comissão Política Regional do PAICV de Santiago Sul reúne-se com problemática do desemprego na agenda

Cidade da Praia, 29 Ago (Inforpress) – A Comissão Política Regional do PAICV de Santiago Sul (oposição) reuniu-se hoje, na Cidade da Praia, com a problemática do desemprego na agenda e, segundo o seu presidente, Carlos Tavares, constitui uma “grande preocupação” dos jovens.

Em declarações à Inforpress, disse que a “narrativa do MpD” (Movimento para a Democracia-poder) é que os jovens são “os únicos culpados” pelo desemprego e que quem não conseguiu um trabalho é por não se ter esforçado.

“Não tendo até agora conseguido resultados satisfatórios em matéria da criação do emprego, tal como tinha comprometido em 2016, o MpD vem agora com esta narrativa maquiavélica visando alienar a juventude”, apontou o responsável do PAICV em Santiago Sul, para quem se está diante de uma “fuga da responsabilidade política inaceitável”.

Lembrou que antes de 2016, altura em que o MpD ganhou as eleições legislativas, o actual primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, defendia que o emprego é o “factor mais importante de avaliação de qualquer governo.

Na sua perspectiva, olhando para os resultados até agora conseguidos no concernente ao emprego, verifica-se que o executivo “falhou claramente” nesta matéria.

“Um povo que não tem trabalho não pode ser considerado feliz, pelo que políticas e medidas assertivas em matéria do emprego devem ser uma das prioridades”, precisou o primeiro responsável do partido da estrela negra em Santiago Sul, que aponta alguns “sectores chaves” como o mar, a indústria, o turismo e o agronegócio, que podiam gerar empregos, mas, afirmou, o Governo “não apresenta nenhuma visão integrada, com vista a alavancar estas áreas”.

Os estágios profissionais, no dizer de Carlos Tavares, “são preocupantes”, porque, conforme justifica, “trata-se de uma medida eleitoralista” que acaba por dar razão ao seu partido.

Segundo aquele responsável político, na impossibilidade de criar os tais empregos dignos prometidos, o executivo de Ulisses Correia e Silva “vem lançando jovens, de forma apressada, em instituições, chegando a ponto de o Instituto do Emprego e Formação Profissional vir a público afirmar que não tem condições para fiscalizar e controlar estes estágios profissionais”.

“É uma grande irresponsabilidade colocar jovens em situações precárias, sem assistência adequada e sem fiscalização para se saber se realmente os objectivos estão a ser cumpridos”, lamentou.

A saúde na Região de Santiago Sul é, também, um dos problemas que preocupam o PAICV e, de acordo com Carlos Tavares, “há muitas queixas relacionadas com a falta de equipamentos e demora nas evacuações dos doentes para o exterior”.

“O INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) gasto dinheiro em obras municipais, nomeadamente as da Praia, e ao mesmo tempo diminui as comparticipações, como por exemplo, na aquisição de cadeiras de roda, óculos e consultas, penalizando claramente os contribuintes”, queixou-se Carlos Tavares, acrescentando que se está perante uma “política de promoção de saúde para poucos quando devia ser para todos”.

Relativamente ao mundo rural, sublinhou que o seu partido vê com alguma apreensão a “demora do Governo em começar a intervir” em relação ao que poderá ser mais um “mau ano agrícola”.

“Estamos a seguir com alguma preocupação a situação dos pescadores na Gamboa, porque as obras em curso no areal têm empurrado os pescadores para partes incertas, pondo em causa o seu sustento”, observou aquele politico, lamentando “falta do diálogo” por parte das autoridades camarárias com os homens do mar.

Para Carlos Tavares, a alienação de espaços públicos, nomeadamente a Praça do Palmarejo e da Igreja Nova Apostólica (Fazenda) por parte da câmara municipal preocupa o PAICV, assim como os munícipes que anseiam uma cidade com “melhor qualidade de vida”.

“Estamos a seguir com alguma preocupação a situação laboral dos bombeiros da Câmara Municipal da Praia, assim como a dos guardas municipais”, assegurou o dirigente político que aproveitou para denunciar a “actuação abusiva”  do edil da Ribeira Grande de Santiago, Manuel de Pina, em relação aos terrenos pertencentes aos proprietários e que ficam nas zonas costeiras da Cidade Velha, “a pretexto de estar a fazer intervenção na orla, sem respeitar as vias negociais e as leis vigentes em matéria de direito de propriedade”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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