Cimeira africana sobre tuberculose recomenda criação de grupo parlamentar lusófono para luta contra a doença

Cidade da Praia, 06 Ago (Inforpress) – A criação de um grupo parlamentar lusófono para luta contra a tuberculose é uma das recomendações da III Cimeira Africana sobre a Tuberculose, a decorrer na Praia, e com encerramento previsto para a tarde de hoje.

O encontro, que acontece no quadro da reunião conjunta das comissões do Parlamento Pan-Africano, recomendou ainda a criação de grupos parlamentares para a tuberculose em todos os parlamentos africanos.

Segundo deputada cabo-verdiana e presidente da Comissão de Género, Família, Juventude e Pessoas com Deficiência do Parlamento Pan-Africano, Lúcia Passos, a ideia é criar um grupo que integre os países africanos de língua portuguesa e depois um grupo maior incluindo Portugal, Brasil e Timor-Leste.

“A ideia é ter um grupo africano e um grupo da CPLP para podermos trabalhar em conjunto, influenciar os governos em termos de aumento do orçamento para esta causa. Queremos que os países a nível do orçamento da saúde atinjam 15% do PIB. Portanto esta é recomendação da OMS”, sustentou Lúcia Passos.

A intenção é de realizar inicialmente um ‘playdoer’ a nível do parlamento nacional para que haja um grupo de deputados cabo-verdianos que interessam pelas questões da luta contra a tuberculose.

“Depois de termos o grupo nacional vamos influenciar a nível dos países da língua oficial portuguesa a nível dos PALOP, e a nível da CPLP fazer esse mesmo trabalho para podermos ter uma voz única e trabalhar um plano de ‘advocacy’ para que os nossos países possam cumprir os objectivos da luta contra tuberculose”, disse a parlamentar cabo-verdiana.

Conforme indicou será uma “luta gradual”, com indicadores “bem definidos” para 2025, 2030 até 2035, sendo que a meta global é em 2035 erradicar a tuberculose nos respectivos países.

A ideia da criação de um grupo parlamentar lusófono para a tuberculose já conta com os apoios de Moçambique e de Angola, que também estão presentes na reunião da Praia.

A deputada moçambicana Valeria Mitelela lembrou que já existem grupos anglófonos e francófonos, pelo que considerou de” capital importância” que lusófonos africanos avancem com a criação desse grupo.

A nível de África, o grupo parlamentar da comissão de saúde está representado por 250 deputados que estão a fazer a advocacia para criação de leis e de metas que visam eliminar a tuberculose, segundo o seu presidente Christopher Kalila.

Da declaração da Praia deverá constar também a recomendação no sentido da criação de um pacto reforçado entre parlamentares e sociedade civil, para impulsionar uma resposta política sustentável à doença em todos os países africano, e a assinatura da declaração de intenções a nível do encontro da Praia.

MJB/AA

Inforpress/Fim

 

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