Chefes de redacção da Lusa partilham experiências sobre Jornalismo de Agência com jornalistas da Inforpress

Cidade da Praia, 17 Jun (Inforpress) – Paulo Nogueira e João Pedro Fonseca são dois dos chefes de redacção da agência noticiosa portuguesa (Lusa) que estão na Cidade da Praia para ministrar uma formação sobre Jornalismo de Agência aos jornalistas da Inforpress.

A formação, que decorre até o próximo dia 22 de Junho, arrancou hoje num dos hotéis da capital cabo-verdiana e marca o início de um protocolo de cooperação de dois anos entre as duas agências. A mesma conta ainda com a parceira do Instituto Camões de Língua Portuguesa e a Direcção-Geral da Comunicação Social.

Em declarações à Inforpress, Paulo Nogueira afirmou que, durante esta semana, vão falar de suas experiências e ver aquilo que é útil para a comunicação social cabo-verdiana.

“Já que falamos a mesma língua, temos os mesmos valores, os mesmos princípios, os mesmos valores democráticos e, portanto, podemos trocar experiências”, acrescentou.

O formador falou ainda no papel e nos desafios que tem a Inforpress, enquanto agência de notícias, para ligar as pessoas nas ilhas e na diáspora.

“Este é um papel propriamente fundamental. Tem trazido através dos textos, mas há novas formas de fazer essa distribuição e esta divulgação, o vídeo, o áudio, a fotografia”, frisou Paulo Nogueira, ressaltando que a Lusa tem também os mesmos desafios.

Questionado sobre como a Inforpress deverá implementar a multimédia, Paulo Nogueira respondeu que não cabe a eles dizer como se deverá ou não proceder.

“Nós transmitimos a nossa experiência e falamos em valores que são comuns, relativamente à liberdade de imprensa, ao direito à informação e ao papel que cabe aos jornalistas numa sociedade e em particular numa agência de informação (…) as decisões serão sempre tomadas pelas pessoas de Cabo Verde e nunca por outras”, acrescentou.

Mais adiante, aquele chefe de redacção da Lusa referiu que a formação, nos mais diversos domínios, estará sempre presente e que é “um caminho permanente”.

“Penso que a Inforpress está neste momento também a olhar para o futuro e, portanto, a pensar ou a repensar toda a sua forma de fazer notícia. Mas essa, como eu digo, é uma decisão que cabe à Inforpress e nunca a outra entidade”, completou.

Tendo em conta que este protocolo vai também incluir acções que serão alargadas a outros órgãos de comunicação social de Cabo Verde, Paulo Nogueira fez saber que irão fazer contactos para perceber em que medida é que poderão organizar as futuras acções de formação.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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