Chefe do Estado-Maior enaltece “função fulcral” da Esquadrilha Naval na posse da nova comandante

Mindelo, 01 Set (Inforpress) – O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas destacou hoje a “função fulcral” da Esquadrilha Naval na garantia da soberania do Estado no mar, protecção de riquezas do País, defesa do ambiente e salvaguarda de vidas no mar.

Major-general Anildo Morais discursava, em São Vicente, no acto de posse da nova comandante da Esquadrilha Naval, capitã-de-patrulha Carina Batista, a primeira mulher a assumir o cargo desde a criação da Esquadrilha Naval da Guarda Costeira, em Agosto de 2007, de quem disse esperar “dedicação, saber, sentido de pertença, carácter e liderança”.

Tratando-se, segundo a mesma fonte, de um Comando ainda com “papel fundamental” na luta contra tráficos ilícitos nas águas de Cabo Verde, considerou que tal função, ao dirigir-se à capitã-de-patrulha Carina Batista, deve ser encarada com “honra, responsabilidade, disciplina e espírito de bem servir”.

Num outro ponto da sua comunicação, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas reconheceu que o Comando da Esquadrilha Naval tem vivido “desafios complicados”, principalmente na manutenção dos meios navais, pelo que, sintetizou, “mais do que a aquisição” de meios, se torna necessária a criação de condições para que a manutenção seja “constante e adequada”.

“É preciso termos os meios operacionais para que o pessoal da Esquadrilha Naval esteja preparado e treinador a executar as difíceis tarefas que lhe são incumbidas”, declarou Anildo Morais, para quem é necessário ainda a rentabilização de meios e capacidades, numa “postura de cooperação” com os demais comandos e serviços das Forças Armadas.

Por fim, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas reafirmou a importância da disciplina militar, como “pilar” da instituição castrense e uma condição “sine qua non” para o “desenrolar natural” nas instituições militares.

“Os ganhos já alcançados devem ser mantidos e deve-se ainda procurar atingir novas metas para que a Esquadrilha Naval continue na linha da frente na defesa do País”, sintetizou Anildo Morais.

Por seu lado, a nova comandante da Esquadrilha Naval agradeceu pela “confiança” nela depositada e declarou-se “ciente da responsabilidade e comprometida” em “tudo fazer” com “motivação, humildade espírito de missão” no seu trabalho em prol da esquadrilha, da Guarda Costeira e das Forças Armadas.

A capitã-de-patrulha Carina Batista lembrou na ocasião que, de dois meios operacionais em 1993, quando a Guarda Costeira iniciou actividades, um meio naval e outro aéreo, hoje o Comando dispõe de sete meios navais, um dos quais com capacidade oceânica, e um efectivo de 95 militares, dispositivo de meios que considerou “insuficiente”, tendo em conta a “ampla zona marítima”, mas que reflete “a capacidade financeira nacional no actual contexto”.

É que, lembrou a mesma fonte, o “aumento significativo” do efectivo de navios não foi acompanhado pelo corresponde aumento de recursos financeiros e humanos, “quantitativos e qualitativos”, sem esquecer a “não existência” de um orçamento de manutenção dos meios no orçamento das Forças Armadas, com reflexos na sua sustentação e operacionalidade.

“A capacidade de manutenção dos meios navais tem representado a fragilidade do Comando da Esquadrilha Naval e o estado de operacionalidade dos meios afecta e influencia expressivamente a capacidade de resposta da Guarda Costeira”, declarou a capitã-de-patrula Carina Batista, que, no entanto, pediu que dela se espere “compromisso, determinação e entrega” na procura de soluções, e ponderação nas decisões.

O acto de posse ocorreu no Comando da Guarda Costeira, em São Pedro, São Vicente.

AA/DR

Inforpress/Fim

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