CEMFA reitera compromisso da instituição em desempenhar suas funções com espírito patriótico e deontológico

Cidade da Praia, 11 Jan (Inforpress) – O Chefe de Estado Maior das Forças Armadas (CEMFA) reiterou hoje o compromisso da instituição castrense em continuar a desempenhar as suas funções com determinação e sempre em consonância com o espírito patriótico e deontológico.

“Esses são os apanágios dos homens e mulheres que formam as Forças Armadas de Cabo Verde “, frisou o contra-almirante António Duarte Monteiro, na mensagem de cumprimentos de Ano Novo ao Presidente da República, José Maria Neves.

Durante o seu discurso, António Duarte Monteiro discorreu sobre os principais ganhos da instituição de 2023, considerando que apesar de “muito trabalho”, as Forças Armada (FA) mantiveram-se firmes nas suas “ingentes” funções.

“Com os mecanismos legais em vigor procuramos introduzir maior justiça na classe dos sargentos, oficiais e praças que vinham prestando serviços nas modalidades de regime de contrato (…) para além da capacitação, formações e treinos levados a cabo no território nacional e o estrageiro”, apontou.

De entre essas acções, o CEMFA destacou a realização, pela primeira vez em Cabo Verde, de um curso de formação a capitão, que contou com o apoio da cooperação portuguesa.

“Nesta mesma senda podemos destacar a formação ministrada aos militares da unidade de operações especiais, ministrada por pratas da casa e com o suporte da Espanha e dos Estados Unidos da América”, acrescentou.

A nível da legislação enalteceu a melhoria no alinhamento do quadro das Forças Armadas com a inclusão da classe de oficiais generais, o cabo-principal e o cabo-morro na carreira de praças.
No domínio da guarda nacional, o contra-almirante ressaltou a colocação de um destacamento militar na Brava e de uma embarcação das Forças Armadas permanente na ilha.

Por sua vez, o Presidente da República enalteceu a importância das FA pelo seu papel constitucional e no empenho na realização das suas missões, nomeadamente na proteção da Zona Económica Exclusiva, no combate ao narcotráfico e terrorismo e na participação em actividades que têm de ver com a qualidade de vida dos cabo-verdianos.

“As Forças Armadas têm sido muito úteis para a nossa República e é das instituições não eleitas mais prestigiadas do País “, notou José Maria Neves, defendendo, por isso, que é preciso que a República reconheça o “extraordinário” desempenho da instituição castrense cabo-verdiana.

“São forças republicanas, que apesar das limitações em termos de recursos, têm feito um esforço extraordinário para, no limite das suas capacidades, cumprirem plenamente as suas missões”, frisou o Chefe do Estado.

OM/JMV
Inforpress/Fim

 

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