Cardeal Dom Arlindo Furtado enaltece papel dos empresários católicos cristãos para a sociedade

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – O Cardeal Dom Arlindo Furtado destacou hoje, na cidade da Praia, o “papel importantíssimo” dos empresários católicos cristãos para suprir as necessidades da sociedade actual.

O bispo de Santiago falava na abertura do fórum sobre “O papel dos empresários cristãos no desenvolvimento sustentável”, promovido pela Associação de Gestores, Empresários e Profissionais Católicos de Cabo Verde (AGEPC-CV) e presidido pelo Presidente da República, em exercício, Austelino Correia.

“Os empresários cristãos têm um papel importantíssimo na sociedade de hoje, no qual sentem a necessidade incontornável de se encontrarem para verem como desenvolver negócios, como aplicar as novas técnicas como acompanharem a evolução do mercado, como descobrir novas oportunidades, e como aumentar a produção de riquezas”, realçou Arlindo Furtado.

Assim, o cardeal reforçou a importância de os empresários católicos se reunirem para discutir maneiras de aprimorar a produção de riqueza, os meios de produção, sua distribuição e atender às necessidades da sociedade actual, sublinhando que os empresários católicos são iluminados de modo particular pela fé.

“Contam com Jesus na sua vida, e com Jesus estão mais apetrechados para enfrentar os desafios, quando Jesus disse aos apóstolos: “dai-vos o mesmo de comer à multidão”, eles não tinham praticamente nada, mas tinham a capacidade e tinham Jesus, e Jesus os associou à distribuição do pão que multiplicou, Jesus mais os empresários realizam milagres de não permitir que as pessoas passam fome, este é o específico do empresário cristão”, concretizou o prelado de Santiago.

Por isso, incentivou os empresários cristãos a serem “mais ousados e perseverantes”, destacando que têm capacidade para alcançar seus objetivos, pois não estão sozinhos.

Por sua vez, o Presidente da República, em exercício, Austelino Correia, ressaltou que discutir o papel dos empresários cristãos no desenvolvimento sustentável inevitavelmente remete à Agenda 2030 das Nações Unidas.

Isso implica, continuou, avaliar o grau de cumprimento dos objetivos que visam a reflexão sobre a situação da pobreza, da fome, do acesso aos cuidados de saúde, à educação, à água potável, ao saneamento, ao trabalho digno e à distribuição da riqueza.

“Interpela-nos a lançar um olhar sobre as desigualdades, à paz e à justiça e o desempenho das instituições, e o que está por detrás do número e das situações reinantes e como agir para mudar para melhor o rumo da situação em prol do bem-estar comum”, concretizou.

Para Austelino Correia, não obstante as políticas activas do Governo na dinamização do mercado financeiro e de capitais, na atração de mais investimentos, o sector empresarial privado continua sendo um actor importante na promoção do desenvolvimento económico do País e na sucessão dos gestores, empresários e professores.

Pelo que, enfatizou, cabe aos profissionais católicos a “função especial” de exemplo, divulgação e sensibilização dos empresários para o exercício da actividade empresarial “com ética, respeito pela dignidade da pessoa humana e responsabilidade social”, em prol da realização do bem comum.

Por seu lado, a presidente da Associação de Gestores, Empresários e Profissionais Católicos de Cabo Verde AGEPCV, Milucí Santos, sublinhou que o papel dos empresários cristãos católicos é levar a doutrina social da Igreja aos empresários, o pensamento social da Igreja, dignidade da pessoa humana e a solidariedade para o seio das empresas.

“Estamos a falar de ajudar os mais próximos, trabalhar com os mais próximos e dentro das empresas e para a comunidade e para o Estado e para o País”, sublinhou Milucí Santos, ciente de que as empresas cabo-verdianos são solidárias, levam a doutrina e apoiam as pessoas mais vulneráveis, no entanto, afiançou, que há necessidade de trabalhar mais para atingir esse fim.

TC/AA

Inforpress/Fim

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